ROLO DA LEI

Lição 5
As Bênçãos de Israel e o que cabe à Igreja

29 de janeiro de 2011

Professor Alberto

TEXTO ÁUREO
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.3,4).

VERDADE PRÁTICA

Se observarmos a Palavra de Deus, experimentaremos a verdadeira prosperidade: a comunhão plena, em Cristo, com o Pai Celestial.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.3,4).

O texto áureo deste domingo (Efésios 1.3-4) é uma expressão do apóstolo Paulo de ações de graças: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.3,4) há outras passagens em que Paulo da graças a Deus, veja a seguir alguns exemplos:
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação” (2 Co 1.3) ou “Louvado seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus, o Messias, o Pai compassivo, Deus de todo consolo” (2 Co 1.3);
“Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 15.6);
“Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 1.3);
“O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto” (2 Coríntios 11.31);
O apóstolo Pedro também usa essa expressão de ações de graças: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1.3).
Na verdade essa saudação ou citação inicial de Paulo e Pedro segue a fórmula litúrgica hebraica de uma b’rakhah, que é uma bênção ou um parágrafo de louvar a Deus, usualmente começando com a fórmula “Barukh attah Adonai”, “Louvado sejas tu, Adonai”, ou “Bendito és tu, ó SENHOR”, citando o Salmo 119.12, e continuando com uma descrição da razão específica por louvor a Deus naquele momento.

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,…”- Bendito, essa palavra significa “falar bem”, “louvar”, “exaltar”. Deus é a própria fonte da vida, Ele é exaltado e louvado pois através de Jesus, seu Filho, nos traz a vida eterna. O apóstolo Paulo dirige-se aos irmãos em Éfeso, louvando a Deus, bendizendo o seu Santo Nome, exaltando e glorificando a Deus (Efésios 1.1-3).

“…o qual nos abençoou…” ou “…nos tem abençoado…” – Deus é louvado e o homem que o louva é “abençoado”, “beneficiado”, “recebedor a abundância e graça de Deus”.Há aqui um jogo de palavras: “Deus é “bendito” por que nos “abençoa”.

“…com todas as bênçãos espirituais…” ou “…com toda sorte de bênção espiritual…” – a expressão indica tudo o que somos e possuímos em Cristo, bênçãos, dons espirituais, cidadania celestial, promessas proféticas, totalidade e elevado patrimônio espiritual. Em Efésios as bênção são citadas na epistolas como: 1.- Cidadania celestial (Ef 2.6);
2.- Transformação segundo a pessoa de Cristo (Ef1.23);
3.- Libertação do mundanismo, das cadeias das trevas, do pecado, da morte, paralelamente à entrada na vida eterna (Ef 2.1-6);
4.- Fim da ignorância e distanciamento de Deus, somos templos de Deus, habitação do Espírito Santo, com a obtenção de tudo quando Israel possuía, mas muito9 mais ainda (Ef 2.19 e versículos seguintes);
5.- Pela misericórdia de Deus em nós está canalizada e sobre nós está derramado abundantemente toda a sabedoria e prudência (Ef 1.8-14);
6.- Seremos algo singular da criação e na utilização da vontade de Deus, a Igreja de Cristo glorificada, a Noiva do Cordeiro (Ef 3.1-11; 5.32);
Resumindo, seremos como o Senhor Jesus e herdeiro com Ele, ou seja co-herdeiros (Ef 1.23; 2.4-7).

“…nos lugares celestiais em Cristo…” ou “…nas regiões celestiais em Cristo…” – a expressão “lugares celestiais” ou “regiões celestiais” aparece cinco vezes nesta epístola e em nenhuma outra parte do Novo Testamento (Ef 1.3; 1.20; 2.6; 3.10 e 6.12). Estão em pauta as “habitações celestes”, ou “regiões da existência celestial”, são habitações de Deus Pai e de Deus Filho (Ef 1.20). Morada dos remidos (Ef 2.6), habitação dos seres angelicais (Ef 3.10). O crente é peregrino na terra, em breve partirá para os “lugares celestiais”, lugar definido no texto presente, como regiões que pertencem a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo.

“…, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.3,4) – isto é, em Cristo Jesus, fomos escolhidos: “nos elegeu nele”. Fomos escolhidos por consideração a Ele, para que lhe fôssemos dados como seus irmãos, mediante a sua redenção, através de seu sacrifício, seus méritos exclusivos e visando sua própria glória. Os crentes em Jesus precisam compreender esse maravilhoso mistério, em Jesus Cristo, fomos eleitos antes da existência de toda criação, esse mistério, esse amor maravilhoso deve despertar em nós o desejo de santidade e vida piedosa, pois em Cristo, e exclusivamente nele, antes de qualquer criação fomos eleitos, por isso podemos dizer como o apóstolo Paulo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.3,4).

INTERAÇÃO

Quem não gostaria de receber uma bênção da parte de Deus?
Todos querem ser abençoados e o Senhor, na sua infinita bondade e misericórdia, tem bênçãos para todos.
Na sua Palavra encontramos muitas promessas preciosas e incondicionais para toda a humanidade, como por exemplo, a vinda do seu Filho Unigênito a este mundo (2 Pe 3.4).
Todavia, algumas bênçãos e promessas são específicas para Israel e outras são para a Igreja.
Na lição de hoje veremos que as bênçãos divinas podem ser gerais, individuais, para Israel e para a Igreja, porém enfatizaremos as duas últimas.
Procure ressaltar que já participamos das bênçãos da Nova Aliança quando, pela fé, entregamos nossa vida a Jesus e recebemos o perdão dos nossos pecados por intermédio do sangue do Cordeiro Imaculado.
Essa é a maior bênção que uma pessoa pode experimentar.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Identificar o caráter pessoal das bênçãos sobre Abraão.
• Compreender o aspecto nacional da bênção de Deus sobre Israel.
• Conscientizar-se de que através da igreja as bênçãos de Deus têm um alcance universal.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Inicie a aula fazendo a seguinte indagação: “As promessas bíblicas são válidas para as pessoas em todos os tempos?”.
Ouça com atenção as respostas e incentive a participação da classe.
Depois, com o auxílio das cópias, explique de modo resumido, alguns princípios para a interpretação das promessas bíblicas.

Princípios para a interpretação das promessas bíblicas

1. Promessas feitas a indivíduos específicos não foram formuladas com a intenção de serem válidas para todos os crentes.
2. Promessas feitas aos israelitas do Antigo Testamento geralmente não se aplicam a pessoas de hoje.
3. Algumas promessas bíblicas feitas no Antigo Testamento são aplicáveis aos dias de hoje. Nessa categoria estão as promessas bíblicas baseadas na natureza de Deus, promessas com paralelos em o Novo Testamento e promessas gerais para ‘os que confiam no Senhor’.
4. Os ‘ditos de sabedoria’ do livro de Provérbios não foram escritos para serem considerados como promessas bíblicas.
5. Palavras ditas por seres humanos registradas na Escritura não são, necessariamente, promessas bíblicas.
6. Algumas promessas bíblicas são incondicionais, enquanto outras são condicionais.
7. Ao interpretar as promessas de Deus, tenha sempre em mente o que outras passagens sobre o mesmo assunto revelam.
8. Ao interpretar as promessas de Deus, deixe o contexto determinar o significado apropriado das palavras bíblicas.

COMENTÁRIO

Palavra Chave:
PROMESSAS
Ato amoroso por meio do qual o Senhor estabelece um compromisso fiel e santo com seus servos.

Neste domingo, veremos que Deus deseja conceder bênçãos ainda maiores aos seus filhos.
Há bênçãos pessoais, nacionais e universais.
Em primeiro lugar, estudaremos as bênçãos prometidas por Deus especificamente a Israel.
E depois as que Ele destinou à sua Igreja.
Isto implica em analisarmos as promessas divinas do Antigo Testamento em seus devidos contextos.
Se não o fizermos, corremos o risco de não compreendermos devidamente o plano divino para a nossa vida.
Por conseguinte, há que se distinguir as esferas da atuação divina em cada uma das alianças.
Nesta lição, procuraremos mostrar, através da Bíblia, o que foi prometido a Israel e o que cabe à Igreja de Cristo.

I. ABRAÃO E O ASPECTO PESSOAL DA BÊNÇÃO

1. O alcance individual das bênçãos.
A Bíblia revela que Deus trata com pessoas e não apenas com nações.
É o que aprendemos com a vida de Abraão.
Na Antiga Aliança, as bênçãos contemplavam o presente, mas também apontavam para o porvir.
Eram circunstanciais, porém sinalizavam algo permanente.
As bênçãos, portanto, eram tanto temporais como eternas.
As temporais eram aquelas que diziam respeito à realidade pessoal do patriarca; as eternas referiam-se às promessas que estavam por se cumprir na plenitude dos tempos (Gl 4.4).
Quando Deus chamou Abraão de Ur dos Caldeus, o patriarca não partiu motivado por expectativas materiais e financeiras, mas saiu para cumprir a vontade divina.
“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus. Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar. Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar.
Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade” (Hebreus 11.8-16).

Mas nem por isso Abraão deixou de ser abençoado com bens materiais (Gn 24.35).
Ele sabia como lidar com o transitório, pois tinha a mente no eterno.

2. O alcance social das bênçãos.
De nada adianta possuir bênçãos materiais, se aqueles que estão ao nosso redor, não forem alcançados em decorrência de nossa confissão e testemunho (Gn 12.3).
De acordo com o texto bíblico, Abraão desfrutava de um excelente conceito por parte dos que o cercavam.
Através dele, todos eram abençoados (Hb 11.7,8).
Haja vista o reconhecimento que o patriarca alcançou ao longo da história.
Por intermédio dele, todos fomos abençoados com a salvação em Jesus Cristo (Gl 3.8,9).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Por intermédio de Abraão, todas as nações tém acesso à salvação em Jesus Cristo.

II. ISRAEL E O ASPECTO NACIONAL DA BÊNÇÃO

1. O alcance geográfico das bênçãos.
Havia bênçãos dadas a Israel que eram de caráter puramente nacional; diziam respeito unicamente a ele como povo.
Por outro lado, havia aquelas de caráter universal e espiritual que apontavam para um futuro distante.
Como povo, Israel necessitava de uma terra para habitar.
Por isso, ao chamar Abraão, o Senhor prometeu fazer dele uma grande nação (Gn 12.2) e dar a terra de Canaã como herança perpétua a ele e aos descendentes (Gn 17.8).
O aspecto geográfico da bênção é muito importante na história do povo judeu.
Canaã foi prometida a Abraão e à sua posteridade.

A PROMESSA FEITA AOS PATRIARCAS

ABRAÃO – “Ora o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3).

ISAQUE – “E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser;Peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai;Multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus, e darei à tua semente todas as terras; e em tua semente serão benditas todas as nações da terra;Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandamento, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis” (Gn 26.2-4) .

JACÓ – “Eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, ta darei a ti e à tua semente;E a tua semente será como pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua semente serão benditas todas as família da terra” (Gn 28.13-14)
É uma bênção que diz respeito unicamente ao povo de Israel (Dt 28.8)

2. O alcance político das bênçãos.
Na lista de bênçãos a Israel, encontramos as de natureza política que se referiam ao seu relacionamento com nações vizinhas.
Israel estava localizado em um meio hostil. Por isso mesmo, dependia da guarda divina (Dt 28.7).
Mas, intervindo Deus, a nação israelita veio a ser respeitada e temida como propriedade particular do Senhor (Dt 28.10).
É fácil percebermos que nem todas as bênçãos prometidas a Israel, através dos patriarcas, podem ser aplicadas a nós, pois eram destinadas exclusivamente ao povo hebreu.

3. O alcance global das bênçãos.
Quando Deus diz a Abraão, por exemplo, que “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3), referia-se à salvação que viria a ser oferecida, gratuitamente, a todos os povos através da pessoa bendita de Jesus Cristo (Gl 3.8).
Com respeito à promessa, afirmou o Senhor Jesus: “Abraão viu o seu dia e se alegrou” (Jo 8.56).
Por conseguinte, a bênção da salvação não era apenas para a posteridade de Abraão, mas também para todos os povos.
O mesmo se pode dizer acerca do derramamento do Espírito Santo.
A promessa, embora feita a Israel, acha-se disponível a todos os que recebem a Jesus como salvador (Jl 2.28-31; cf. At 2.39).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Nem todas as bênçãos prometidas a Israel podem ser aplicadas a nós atualmente, pois eram destinadas exclusivamente ao povo hebreu.

III. A IGREJA E O ASPECTO UNIVERSAL DA BÊNÇÃO

1. Transitório versus eterno.
Já vimos que as bênçãos na Antiga Aliança eram de natureza material, social e também espiritual.
Em todos os casos, elas faziam sobressair o seu aspecto temporal em contraste com a Nova Aliança (Hb 8.13; 10.34).
Nesta, as bênçãos são eternas.
O que foi prometido na Antiga Aliança tem o seu pleno cumprimento na Nova.
O transitório pertencia ao Antigo Pacto; o permanente ao Novo (2 Co 3.1-11).
Isto significa que as bênçãos, em sua plenitude, estavam reservadas para a Nova Aliança.

2. Material versus espiritual.
Afinal, o que pertencia a Israel e que pode ser também desfrutado pela Igreja?
Paulo escreveu aos Efésios que Cristo nos “abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais” (1.3).
É evidente, porém, que aquilo que é eterno pode englobar o transitório, assim como o que é coletivo pode contemplar algo particular ou individual.
As promessas espirituais atendem também as nossas necessidades físicas e materiais, embora o seu real propósito esteja muito além dessa dimensão.
O que deve ser destacado é que o material jamais deve sobrepor-se ao espiritual.
Inverter a ordem das coisas é incorrer em sério risco!
As bênçãos da Antiga Aliança, por exemplo, incluíam bois, jumentos, ovelhas, prata e ouro (Gn 24.35; Jó 1.1-3).
Por outro lado, as da Nova Aliança fazem referência à justificação (Gl 2.16,21), ao dom do Espírito Santo (Gl 3.2), à herança espiritual de filho de Deus (Rm 8.14), à vida eterna (Gl 3.21; Rm 8.2) e à verdadeira liberdade que só encontramos em Cristo (Gl 4.8-10; 5.1).
Em outras palavras, as bênçãos da Nova Aliança se sobrepõem às da Antiga e são superiores e exclusivas para os crentes do Novo Pacto, tanto judeus quanto gentios (Hb 8.6).
Basta aceitar a Cristo para ter acesso a elas.

3. Pobreza e riqueza.
O crente não precisa idealizar a pobreza como evidência de uma vida espiritual plena.
O Novo Testamento, aliás, não condena a posse de bens materiais e o gozo de plena saúde.
A Escritura mostra exemplos de pessoas piedosas que possuíam bens terrenos (Jo 3.1; 19.39) e desfrutavam perfeita saúde (3 Jo 2).
O que não se deve esquecer é que na Igreja há irmãos carentes e enfermos (1 Tm 5.23; 2 Tm 4.20).
E isso não significa que os crentes pobres e doentes não estejam em comunhão com Deus, pois como advertiu-nos Jesus, no mundo teremos aflições.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Todas as promessas divinas feitas na Antiga Aliança têm o seu pleno cumprimento na Nova.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Escrevendo aos filipenses, o apóstolo Paulo afirmou: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).
Embora o cristão não tenha como evitar o lado “temporal” da vida, seu olhar deve fixar-se em sua redenção eterna.
Jesus sabia da sedução que os bens terrenos podem exercer sobre nós e por isso advertiu: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21).
Por esse motivo, coloquemos o Senhor Jesus sempre em primeiro lugar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RHODES, R. O Livro Completo das Promessas Bíblicas. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.
BENTHO, E. Hermenêutica Fácil e Descomplicada. 4.ed., RJ: CPAD, 2006.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“Algumas promessas bíblicas feitas no Antigo Testamento são aplicáveis aos dias de hoje.
Nessa categoria estão as promessas bíblicas baseadas na natureza de Deus, e não em circunstâncias específicas concernentes aos israelitas. Um exemplo disso é Isaías 55.11, que faz referência à eficácia da Palavra de Deus: ‘Assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei’. Essa promessa está baseada inteiramente na soberania intrínseca de Deus. Como o versículo está baseado na natureza de Deus (uma natureza que não muda), ele fala de algo que é verdade em qualquer tempo e em qualquer lugar. Portanto, podemos ficar seguros de que a Palavra de Deus é tão eficaz hoje quanto era na época do Antigo testamento. Algumas promessas feitas no Antigo Testamento se aplicam hoje por causa das fortes promessas paralelas encontradas no Novo Testamento. Esses paralelos indicam que Deus faz determinadas promessas gerais aos que o seguem, não importa se viveram na época do Antigo ou do Novo Testamento, ou até depois. Um exemplo está em Salmos 34.22: ‘O Senhor resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será condenado’. Isto soa bem semelhante a João 3.18, onde lemos: ‘Quem crê nele não será condenado’” (RHODES, R. O Livro Completo das Promessas Bíblicas. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, p.22).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Hermenêutico

“Ao interpretar as promessas de Deus, tenha sempre em mente o que outras passagens sobre o mesmo assunto revelam. A Escritura interpreta a si mesma. Este princípio diz que, se alguém interpreta um determinado versículo de uma maneira que contradiz claramente outros versículos bíblicos, então essa interpretação está incorreta. A harmonia escriturística é essencial. Em vista desse princípio, considere a promessa bíblica em Marcos 11.23,24: ‘Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis’.
Precisamos interpretar essa promessa à luz do que é revelado por outros versículos da Bíblia. O contexto mais amplo da Escritura impõe limitações sobre o que Deus nos dará. Deus não pode nos dar, literalmente, qualquer coisa. Por exemplo, Deus não pode atender a solicitação de uma criatura para ser Deus, nem atender um pedido de aprovação do nosso pecado. Deus não nos dará uma pedra, se pedirmos um pão, nem uma serpente, se pedirmos um peixe (Mt 7.9,10).
A Bíblia impõe outras condições, além de fé, sobre a promessa de Deus atender a oração. Precisamos estar nEle e deixar que a sua Palavra esteja em nós (Jo 15.7). Não podemos ‘pedir mal’ para satisfazer nosso egoísmo (Tg 4.3). Além disso, precisamos pedir ‘segundo a sua vontade’ (1 Jo 5.14). Não podemos nos esquecer que, quando reivindicamos promessas condicionais de Deus, este ‘se for da tua vontade’ deve sempre ser dito, explícita ou implicitamente. A maioria das modernas versões bíblicas tem referências cruzadas listadas numa coluna. Recomendo que, ao ler uma promessa bíblica, você examine as referências cruzadas para ter certeza de que está interpretando a promessa corretamente” (RHODES, R. O Livro Completo das Promessas Bíblicas. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.25-6).

Lição 04
A Prosperidade em o Novo Testamento
22 de janeiro de 2011
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

VERDADE PRÁTICA

O conceito de prosperidade em o Novo Testamento vai muito além da aquisição de bens terrenos; ele está fundamentado nas promessas do reino de Deus na época vindoura.
COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

O texto áureo deste domingo é a declaração de Paulo sobre o que não é o Reino de Deus e o que é o Reino de Deus. Sem dúvida alguma, essa é mais uma declaração bíblica contra todo o materialismo e contra a terrível “teologia da prosperidade” cujo foco são as coisas materiais (Mt 6.13-34).
O texto áureo (Rm 14.17) fala do que é o Reino de Deus, ou seja, justiça, paz e alegria do Espírito Santo, portanto nosso estilo de vida deve compreender o que é Reino de Deus. Os cristãos devem possuir um “modus vivendi” que valoriza as coisas espirituais, diferentemente do reino de Mamon, cujo valor está no que o indivíduo tem, e está focado na comida, bebida e bens materiais, no reino deste mundo o valor está no seu acúmulo de riquezas.
Em Romanos 14, o apóstolo Paulo ao falar sobre a liberdade e amor declara: “Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).
Quando o Reino de Deus está em nós, não temos problemas com a provisão das necessidades físicas, não temos necessidade de uma vida inútil, de aparência, de luxúria, de vaidade. Aquele que vive a fé em Cristo Jesus de todo o seu coração, não precisa das coisas oferecidas por Mamon, pelo mundo capitalista, que quer criar necessidades para o nosso “bem estar”, mas que no fundo são apenas para a vaidade das pessoas, coisas inúteis, que não precisamos, que geram apenas satisfação carnal e momentânea.

O QUE O REINO DE DEUS SIGNIFICA

Justiça.
O pecador regenerado é justificado perante Deus, pois a justiça divina “nos é concedida pela fé em Cristo, mediante o seu sacrifício redentor” (Rm 3.21-25; 5.1; 8.33,34).
Logo, o nosso testemunho pessoal é uma forma eficaz de se anunciar o Evangelho do Reino de Deus.
Daí, os nossos atos de justiça, em relação ao próximo, serem tão relevantes e indispensáveis à evangelização no mundo de hoje (Mt 5.13-16).

Paz.
Biblicamente, a paz é mais do que a simples ausência de hostilidade, guerra ou perturbação.
Ela revela-se a partir de nossa vida com Deus. Estar em paz, na Bíblia, é estar completo. A Palavra de Deus descreve-a como a bênção inaudita.
A paz faz parte da natureza divina (Fp 4.7).
Hoje, mediante a fé em Cristo,temos paz:
- com Deus (Rm 5.1; 2 Co 5.17-20; Jo 22.21),
- com o próximo (Rm 12.18; Gn 26.15-25; Hb 12.14) e
- com nós mesmos (Cl 3.15).
A paz manifesta-se em nossa vida como o “fruto do Espírito” que habita e reina em nossos corações (Gl 5.22).
A paz, que realmente provém de Deus, é quietude, unidade, amor, harmonia, segurança e confiança.
Sem a paz divina, vem a ansiedade, o medo, as psicoses e outros males.
Se alguém não tem paz consigo mesmo, também não a tem com ninguém mais.
A paz de Deus é o legado de Jesus Cristo aos seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27).

Alegria.
A alegria do Reino de Deus está fundamentada no relacionamento sólido do crente com o Pai (2 Pe 3.1; 4.4,10).
É por isto que, nas provações, lembramos: “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).
Sim, o “coração alegre aformoseia o rosto” (Pv 15.13) e a “alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10).
Uma vez alegres, cantemos louvores ao nosso Deus (Tg 5.13)!
A alegria no Espírito Santo traz contentamento e satisfação resultantes da nossa comunhão com o Pai.
Também muito nos alegramos pela certeza de termos os nossos nomes escritos no Livro da Vida (Lc 10.20).

RESUMO DA LIÇÃO 04

A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO

I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA
1. Prosperidade e consumo.
2. Prosperidade e futuridade.

II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER
1. Tesouros na terra.
2. Tesouros no céu.

III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA
1. Uma igreja com diferentes classes sociais.
2. Não esquecer dos pobres.

INTERAÇÃO

Como definir prosperidade?
Ser próspero é ter muitos bens materiais?
A Palavra de Deus nos mostra que ser bem-sucedido e próspero vai muito além dos bens materiais.
Jesus optou por ter um estilo de vida simples e nunca incentivou seus discípulos a buscarem ou acumularem tesouros na terra (Mt 6.19-21).
Ele nos ensinou a buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar (Mt 6.33).
Para o Salvador o que importa não é o ter, mas o ser.
Nesta lição, veremos que verdadeira prosperidade consiste em ter um relacionamento perfeito com o Pai Celeste.
Ter vida próspera é ter paz interior. E essa paz dinheiro algum pode comprar.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Saber que a prosperidade em o Novo Testamento é escatológica.
• Conscientizar-se de que a prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser que de ter.
• Compreender que a prosperidade em o Novo testamento é sempre uma questão filantrópica.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Explique a turma que, de acordo com a mentalidade mundana e antibíblica, o “ter” passou a substituir o “ser”.
Como servos de Deus, não podemos concordar com tal pensamento (Rm 12.2).
Exponha o contraste entre as mentalidades mundana e bíblica com respeito aos bens materiais.
Diga que a Palavra de Deus deve ser a nossa única regra de fé e prática.
As Escrituras deixam claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Filantropia:
Desprendimento, generosidade para com outrem; caridade.

Na lição de hoje, veremos o que significa a prosperidade para o cristão (1 Co 16.2; 3 Jo 2).
Entre outras coisas, buscaremos responder a esta importante pergunta: Como o Senhor Jesus e seus apóstolos definiram a verdadeira prosperidade? (Jo 10.10; Fp 4.12,18).
Verificaremos que o sentido de prosperidade, em o Novo Testamento, vai muito além das posses materiais.
Você tem porfiado por viver uma vida de íntima comunhão com o Senhor? Isso é viver prosperamente.

I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA

1. Prosperidade e consumo.
Contrastando a doutrina do Novo Testamento sobre a prosperidade com o ensino de determinados mestres, constatamos haver uma abissal diferença entre ambos.
Enquanto os tais doutores incentivam o consumo e o acúmulo de bens materiais, o Senhor Jesus e seus apóstolos até desencorajam tal ideia (Mt 6.19; 1 Tm 6.8-10).
É por isso que muitos cristãos, apesar das aparências, não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de Deus.
Sucesso e consumo são termos que definem o que se considera hoje uma vida próspera.
Todavia, é importante ressaltar: a prosperidade, de acordo com o ensino apostólico, não significa realização material, mas o aprofundamento da comunhão do ser humano com Deus.
Se para o homem moderno prosperar implica galgar os degraus do sucesso e da fama, para a Bíblia tais coisas não têm valor algum.
Aliás, ela até incentiva a perda desses bens (Fp 3.7,8; Lc 18.22; 19.2,8)!

2. Prosperidade e futuridade.
A promessa de uma vida absolutamente saudável, rica, bem-sucedida e livre de aflições nada tem a ver com a visão escatológica dos primeiros cristãos.
Por já estarem desfrutando das bênçãos do mundo vindouro (Mc 10.29,30), eles tinham os corações completamente voltados para a manifestação plena do Reino de Deus.
Isso levou o apóstolo Paulo a desejar ardentemente a vinda do Senhor (1 Ts 4.17; 2 Co 5.8; 2 Tm 4.8).
Faz-se necessário resgatar a dimensão escatológica que caracterizava a Igreja Primitiva (Mt 6.31).
A Escritura exorta-nos a não confiar nas riquezas (1 Tm 6.17) nem acumulá-las (Mt 6.19).
Se o crente colocar o coração nos bens materiais certamente cairá na tentação da cobiça (1 Tm 6.9,10).
Tiago alerta que a confiança nos bens terrenos conduz à opressão e ao engano (Tg 2.6; 5.4).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Ser próspero não significa ter bens materiais, mas uma profunda comunhão com Deus.

II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER

1. Tesouros na terra.
O Novo Testamento adverte-nos quanto ao perigo da inversão dos valores eternos (Lc 12.13-21).
Nessa passagem, encontramos alguém que estava mais preocupado em ter do que ser.
Ele queria “ter” muitos bens materiais, mas demonstrou total descaso em “ser” alguém zeloso pelas coisas espirituais (Lc 12.21).
O “ter” está relacionado com aquilo que possuímos, enquanto que o “ser” com aquilo que realmente somos.
O texto sagrado revela que quando Deus pediu a alma daquele homem, este nada tinha preparado (Lc 12.20).
A riqueza em si não é má. Porém, o que fazemos dela pode transformar-se em algo danoso para nós e para os que nos cercam (Sl 62.10).
A Bíblia condena o “amor do dinheiro”, mas não a sua aquisição através do trabalho honesto e responsável (1 Tm 6.10).
Na História Sagrada, encontramos várias pessoas ricas e, nem por isso, foram condenadas, pois tinham a Deus sempre em primeiro plano (Mt 27.57; Lc 19.2).
Mas, infelizmente, muitos preferem as riquezas a manter uma profunda e doce comunhão com o Senhor (Lc 18.24).

2. Tesouros no céu.
Na doutrina apostólica, os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais.
Sim, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais.
Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse dos bens terrenos era sinal do favor divino.
Logo, os ricos deveriam ser tratados com especial deferência.
Foi por isso que os discípulos estranharam quando Jesus afirmou: “Quão dificilmente, entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus” (Lc 18.24,25).
Diante disso, indagaram: “Logo, quem pode ser salvo?”.
Acreditava-se que a riqueza era evidência de salvação! Jesus prontamente corrigiu essa ideia (Lc 12.15).
Paulo deixa bem claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais (Ef 3.8; 1 Co 1.30,31).
Eis por que não se importou de perder tudo para ganhar o Filho de Deus (Fp 3.7,8).
Não se esqueça, Cristo deve ser buscado e almejado, porque nEle estão todos os verdadeiros tesouros e riquezas (Cl 2.3).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No ensino apostólico, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais.

III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA

1. Uma igreja com diferentes classes sociais.
Nos dias de Jesus, havia diferentes classes sociais.
Havia os ricos, a classe média, os diaristas e os escravos.
Havia também uma boa parte da população que era amparada pelo governo.
Quando a Igreja teve início, pessoas de todas essas camadas sociais agregaram-se à nova fé (At 6.7).
Tanto Paulo quanto os outros apóstolos a todos instruía indistintamente (1 Co 7.21; Fm 10-18).
A Igreja, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé (At 4.32).

2. Não esquecer dos pobres.
O cuidado com os menos favorecidos é um dever da Igreja.
Paulo recorda que Pedro, Tiago e João, que eram tidos como as colunas da igreja em Jerusalém, pediram-lhe que não se esquecesse dos pobres (Cl 2.10).
A pobreza entre os crentes hebreus deu-se em decorrência da fome que acabou por atingir o mundo daquela época (At 11.28).
Assim orientado, Paulo iniciou uma campanha para arrecadar donativos para os crentes pobres de Jerusalém.
As igrejas gentias responderam generosamente ao apelo do apóstolo (Rm 15.26).
Os irmãos de Corinto, entretanto, não se mostraram entusiasmados para cooperar. Por causa disso, foram exortados pelo apóstolo (2 Co 8-9).
Há muitos crentes que, embora ricos espiritualmente, carecem de bens materiais para a sua sobrevivência.
A estes não devemos fechar o coração, mas ajudá-los com alegria. A prosperidade legitima-se com a generosidade.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A prosperidade bíblica legitima-se na generosidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus, que resulta em paz interior.
Embora possamos ser agraciados com bens materiais, nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca desenfreadamente a realização do ego em detrimento dos valores espirituais.
É o que nos ensina o Novo Testamento.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Devocional

“Quando somos bem-sucedidos, não devemos confiar no sucesso, mas acreditar em Deus, que nos concedeu os talentos; permanecer humildes, honestos e dependentes; saber que, por alguma razão, recebemos um dever sagrado; não depender de títulos, influência, dinheiro ou posição; confiar diariamente no Criador e saber que, tenhamos muito ou pouco, o seu amor por nós jamais mudará. Ele não se impressiona com riqueza, educação ou poder. O que o impressiona é a nossa confiança sincera nEle.
[...] Quando Deus nos proporciona algum êxito, a sua intenção é que o usemos a favor dEle. O nosso sucesso pode ser a ferramenta que ajudará outras pessoas, individual ou coletivamente. Ele também pode ser usado com motivos e comportamentos errados, bem como por egoísmo.
Deus criou-nos para sermos bem-sucedidos. Mas qual é a definição que Ele faz de sucesso? Seria poder? Seria aquilo que temos ou quanto dinheiro possuímos? Teria algo a ver com educação, política, ou ser diretor de uma companhia que aparece na lista das 500 empresas mais produtivas [...]?
Estas são algumas definições comuns, e que têm o seu valor. Contudo, é mais profundo que isto. Embora Deus deseje que todos sejamos bem-sucedidos, precisamos entender não apenas a sua definição de sucesso, mas de onde ela vem – e devemos segurá-la gentilmente” (COODALL, W. O Sucesso que Mata: Fuja das armadilhas que roubam os seus sonhos. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, p.16).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“[...] O que Deus quer de nós não é o nosso dinheiro. Quando nos entregamos ao Senhor, aderimos à contribuição (2 Co 8.5). Lembre-se do exemplo de Cristo. Ele nos deu tudo para enriquecer as nossas vidas. As riquezas que temos nele são as verdadeiras riquezas, não a opulência material (2 Co 8.9). Contribua na medida de sua possibilidade. O ato de doar não tem como objetivo empobrecer o contribuinte. O que agrada a Deus não é o montante da doação comparada com a nossa disponibilidade, mas a disposição em fazê-lo. Contribua para satisfazer necessidades. A contribuição tem por objetivo as necessidades básicas de cristãos carentes. Este princípio reflete a vulnerabilidade do mundo do século primeiro aos famintos e a igreja nas perseguições, que geralmente significa que os crentes perderam seus meios de subsistência. O princípio de contribuir era uma forma de externar a sensibilidade aos pobres e de que nossa preocupação maior ainda deve ser para com a carência humana e não com as questões de ordem patrimonial, pois a igreja de Jesus é gente. Contribuir é semear. A oferta é um investimento para o nosso futuro eterno. Quanto maior o investimento, maior será o retorno (2 Co 9.6)” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse, capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2005, p.781).

Lição 03
Os frutos da obediência na vida de Israel
15 de janeiro de 2012
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal” (Dt 11.29).

À esquerda, está o Monte Gerizim e, à direita, o Monte Ebal. A frente a atual cidade de Nablus. A antiga cidade de Siquém situava-se entre as duas montanhas no vale abaixo.

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira prosperidade é o resultado de um correto relacionamento com Deus e da obediência à sua Palavra.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal” (Dt 11.29).

O texto áureo deste domingo fala sobre a bênção ministrada sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal. De acordo com Deuterônimo 11.27: “a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus…” e a maldição (Dt 11.28): “… se não comprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes”.
Assim os montes Gerizim e Ebal são também conhecidos como o Monte da Bênção e o Monte da Maldição (Dt 11.29; 27.1-13).
Josué, conforme determinação de Moisés obedeceu o que está registrado em Deuteronômio 11.29: “Quando, porém, o Senhor, teu Deus, te introduzir na terra a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal”.
Josué edificou um altar ao Senhor no monte Ebal e reuniu seis tribos em frente do monte Gerizim e seis em frente do monte Ebal, ficando a arca, os sacerdotes, os levitas e os anciãos no vale. Conforme orientação dado por Moisés ele leu as palavras da lei, a bênção e a maldição, segundo tudo o que estava escrito no Livro da Lei (Js 8.30-34).
O vale de Siquém (Shechem) está entre os dois montes formam uma espécie de anfiteatro em que os efeitos acústicos permitem distinguir num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro monte.

Em seu livro Geografia Bíblica, Osvaldo Ronis fala acerca dos Montes Ebal e Gerizim:

1.- “Monte Ebal, situado ao norte de Nablus, antiga Siquém, tem uma altitude de 300 m acima do vale (1015 m acima do nível do Mediterrâneo) e é árido e escarpado.

2.- Monte Gerizim, que fica ao sul do vale de Siquém, também árido e escarpado, com apenas 230 m acima do vale (940 , m do Mediterrâneo) possui uma história particular. É que, depois do cativeiro babilônico dos judeus, os samaritanos, sob o governo de Sambalá, construíram um templo rival ao de Jerusalém, constituindo a Manassés sumo-sacerdote do mesmo. Este era genro de Sambalá, o governador, e fora expulso do sacerdócio judaico de Jerusalém por ter esposado uma mulher estrangeira (Nm 13.28). Embora mais tarde, em 129 a.C., o templo fosse destruído por João Hircano, nos dias do Senhor Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim (João 4), como se deduz da conversa de JESUS com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó que ficava à beira da estrada que passava pelo vale de Siquém.”

RESUMO DA LIÇÃO 03

OS FRUTOS DA OBEDIÊNCIA NA VIDA DE ISRAEL

I. OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO
1. Deus fala e quer ser ouvido.
2. A obediência e suas reais motivações.

II. DESOBEDIÊNCIA A CAUSA DA MALDIÇÃO
1. A quebra da Aliança.
2. A maldição da idolatria.

III. A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES
1. A Bênção como instrumento de proteção.
2. Período tribal e monarquico.
3. As falsas ideias sobre maldição.

INTERAÇÃO

Esta lição é de inquestionável importância diante do que temos visto e ouvido no meio evangélico e em nossa sociedade.
Atualmente a palavra obediência parece andar um tanto esquecida.
Fala-se muito em bênçãos e prosperidade, todavia, muitos se esquecem de que as bênçãos são decorrentes da obediência aos princípios divinos.
Obedecer a Deus não é um fardo, mas uma alegria, pois o amamos.
A obediência é uma prova viva de amor ao Pai Celestial.
Deus é bom e quer nos abençoar integralmente.
Entretanto, Ele também é justiça.
A justiça do Pai, assim como a sua bondade, atinge todas as áreas de nossas vidas.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Compreender que obediência a Deus é a condição indispensável para um viver próspero.
• Conscientizar-se de que a desobediência é a causa da maldição.
• Citar algumas das consequências da obediência na vida do crente.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Inicie a aula levantando a seguinte questão: “De onde procedem tanta violência e males em nossa sociedade?”.
Ouça os alunos com atenção e explique que muitos males são advindos da desobediência aos princípios divinos.
Enfatize o fato de que a desobediência gera maldição.
Depois, reproduza no quadro de giz o esquema abaixo e mostre algumas das consequências da desobediência relacionadas no texto de Deuteronômio 28.
Enfatize o fato de que não podemos desenvolver uma relação descompromissada com Deus.
As consequências são trágicas!

MALDIÇÕES PARA A DESOBEDIÊNCIA SEGUNDO DEUTERONÔMIO 28

• Pestilência (v.21);
• Consumo pela ferrugem e destruição das sementeiras (v.22);
• Enfermidades (febre, inflamação, úlceras, tumores, sarna) (vv.22,27);
• Seca (v.24);
• Céus de bronze e terra de ferro (v.23);
• Não poderiam resistir os inimigos (v.25);
• Dispersão do povo de Deus (v.64);
• Redução do povo (v.62).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Obediência:
Sujeição voluntária a Deus e às suas leis.

Nesta lição, veremos que, no Antigo Testamento, há muitas e grandiosas promessas para Israel.
Mas, também, há muitas advertências para esse mesmo povo, caso viesse a desobedecer a Deus.
Os capítulos 27 e 28 de Deuteronômio, embora destinados aos israelitas, deveriam ser lidos por todos os crentes, pois os seus princípios são universais.
Em ambas as passagens, somos alertados quanto ao perigo da desobediência.
Mas, lembre-se de uma coisa muito importante: não devemos obedecer a Deus apenas para ser abençoados, mas porque o amamos com todo o nosso ser e com toda a nossa alma.

I. OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO

1. Deus fala e quer ser ouvido.
Moisés chama a atenção do povo para a necessidade de se “ouvir a voz do Senhor”, como condição indispensável para um viver próspero (Dt 28.1).
Isto porque as bênçãos do Senhor são fundamentadas em sua Palavra e qualquer promessa deve estar condicionada àquilo que ela diz.
No discurso de Moisés, há uma extensa lista de bênçãos que viriam em virtude de uma resposta positiva à Palavra de Deus (Dt 28.1-14).
Observe que o texto não afirma que as bênçãos virão automaticamente, mas em virtude de se ouvir a voz divina (Dt 28.1).
Esse dado reforça o fato de que as bênçãos existem e estão disponíveis para serem desfrutadas, mas estão condicionadas a um relacionamento correto com a Palavra de Deus.
O Senhor não se responsabiliza por aquilo que Ele não prometeu, ou por aquilo que alguém acrescentou à sua Palavra, acreditando ser parte dela (Dt 4.2; 18.21,22).

2. A obediência e suas reais motivações.
Em Deuteronômio, observamos que a verdadeira obediência a Deus deve ser motivada por um coração amoroso e grato.
Logo, o relacionamento do crente com o Senhor é a bênção que engloba todas as demais.
Não havia, portanto, uma relação de troca ou barganha.
A obediência era uma forma de amorosa gratidão no relacionamento com Deus.
A desobediência quebrava tal relação (Dt 28.15).

Através da observância da Palavra de Deus, Israel poderia experimentar a verdadeira prosperidade.
A condição para tal pode ser resumida na frase encontrada várias vezes no Pentateuco: “Se ouvires a minha voz e, guardares os meus estatutos” (Êx 15.26; 19.5; Lv 26.14; Dt 28.1).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Somente através da observância da Palavra de Deus, podemos experimentar a verdadeira prosperidade.

II. DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO

1. A quebra da aliança.
Em Deuteronômio 27.15-26 e 28.16-19, a maldição aparece como resultado da desobediência, ocasionando a quebra da aliança divina.
Observa-se que, assim como a bênção está associada à obediência a Deus, da mesma forma a maldição vem associada à desobediência!
A lei da retribuição, tanto no seu sentido positivo como negativo, é bem clara no Antigo Testamento (Dt 28.47,48).
Mas isso não significa que os justos estivessem livres de tribulações e angústias, pois os santos são constantemente provados (Jo 16.33).

2. A maldição da idolatria.
A maldição vez por outra alcançava o povo de Israel por causa da idolatria, que é veementemente condenada na Bíblia (Dt 27.15).
O que é a idolatria?
É colocar qualquer coisa, ou pessoa, em lugar de Deus.
Logo, se colocarmos os bens materiais acima de Deus, estamos incorrendo no pecado da idolatria.
Isto significa também que não devemos obedecer a Deus, visando apenas as riquezas deste mundo.
Temos de amá-lo e obedecer-lhe a Palavra independentemente de qualquer recompensa material (Mt 22.37)!

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A maldição é resultado do desprezo aos preceitos divinos.

III. A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES

1. A bênção como instrumento de proteção.
Deus prometeu segurança ao povo de Israel (Dt 28.7), mas isto não descartava a possibilidade de a nação eleita passar por situações conflituosas.
Aliás, muitas são as adversidades daqueles que desejam viver piamente em Cristo (2 Tm 3.12).
Mas há promessas de proteção e segurança para o crente. É só confiar!
Nós somos a propriedade particular de Deus (1 Pe 2.9).
A ideia de um povo santo, separado e consagrado ao Senhor permeia toda a Escritura.
Você quer ser abençoado? Então, reconheça seus limites e consagre-se inteiramente a Deus.

2. Período tribal e monárquico.
No período dos juízes, o povo fazia o que achava mais correto (Jz 21.25).
Isso explica o estado de anarquia em que a nação estava mergulhada.
Somente a intervenção dos juízes trazia o povo de volta à obediência, fazendo-o experimentar a bênção divina (Jz 3.7-11).
No período monárquico, a atuação dos profetas faz-se ainda mais notória.
Chamados por Deus para clamar contra a idolatria e as injustiças sociais, os profetas falavam tanto ao povo como aos governantes.
A maior parte das profecias do Antigo Testamento está diretamente relacionada ao combate às injustiças sociais.
Para os profetas, nenhuma prosperidade era legítima se fosse alcançada à custa dos menos favorecidos (Is 58.7).
Esse período deixa-nos a seguinte lição: a pobreza é causada também pelas injustiças cometidas pelos governantes e a prosperidade advém como resultado do temor que os mandatários nutrem por aquele que governa todas as coisas: o Todo-Poderoso Deus (2 Cr 31.20).
Estamos nós cuidando dos mais necessitados?

3. As falsas ideias sobre maldição.
Atualmente, há um ensino muito popular entre os evangélicos que associa a pobreza ao pecado e os infortúnios da vida a alguma maldição não quebrada.
Esse falso ensino é também denominado de “maldição hereditária”.
Crendo nessa falsa doutrina, muitos cristãos entraram numa espécie de paranóia, procurando alguma maldição para quebrar.
Um exame das Escrituras, porém, mostra que a desobediência à Palavra de Deus, e não uma maldição hereditária, é a causa do castigo!
Ninguém necessita participar de nenhum ritual de quebra de maldição, pois a Escritura afirma que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Cl 3.13).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Muitos infortúnios na vida do crente são resultados da desobediência à Palavra de Deus e não de supostas maldições hereditárias.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta lição, destacamos que Deus quer fazer prosperar o seu povo e para isso deu-lhe muitas promessas.
Outrossim, precisamos deixar bem claro que o fato de um crente passar por lutas e dificuldades não significa que ele esteja em pecado ou em desobediência a Deus, pois o próprio Cristo alertou-nos de que no mundo seremos afligidos (Jo 16.33).
Mas que o pecado traz consequências para a vida do crente, não o podemos negar (Gl 6.7).
Por isso, devemos agir com muito equilíbrio e sobriedade ao tratar desse assunto.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Vol. 1, RJ: CPAD, 2005.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“Maldição
Às várias palavras hebraicas e gregas para maldição, denotam a expressão de um desejo ou oração para que o mal sobrevenha a alguém. Esta ideia encontrou uma grande variedade de usos na vida de Israel, e era universalmente conhecida entre os seus vizinhos. Os termos de um contrato ou tratado eram protegidos pelas maldições ou imprecações dirigidas a qualquer um que violasse o acordo no futuro. Medidas semelhantes de segurança são encontradas nas inscrições reais, onde maldições eram pronunciadas sobre qualquer um que pudesse alterar ou destruir a inscrição. Maldições também eram dirigidas contra assassinos (Gn 4.11,12), assim como contra os inimigos que no futuro pudessem prejudicar alguém (2 Sm 18.32), ou que já estivessem prejudicando alguém (Jr 12.3). Na verdade, as maldições eram empregadas onde quer que estivessem faltando as medidas punitivas e protetoras, ou onde estas estivessem presentes porém fossem consideradas inadequadas.
Quando se trata de Deus, amaldiçoar é um termo antropomórfico que expressa o desagrado divino ou uma justiça vingadora (por exemplo, Gn 3.14-19; 5.29; 12.3). A antítese natural de todas essas maldições é a bênção. A eficácia da maldição dependia basicamente da aprovação e execução divinas” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.1202).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“Pronunciarem a maldição (Dt 27.13) — A palavra específica para maldição usada aqui (me’erah) significa um ato de intimação. Esse substantivo e seu verbo (‘arar) fazem mais do que definir as consequências de atos errados. Servem como uma declararão judicial de punições que Deus havia imposto. A pessoa ou coisa amaldiçoada está de uma maneira significativa presa, enfraquecida, limitada e incapaz de fazer o que, de outro modo, tivesse condições. Aqui, como em outras violações da lei divina, a maldição não é pronunciada depois do ato, mas está ligada ao ato; assim, alguém é ‘automaticamente’ amaldiçoado quando peca. Quão fútil pensar, como alguns fazem, que ‘eu estarei salvo, mesmo que persista em andar à minha própria maneira (Dt 29.19)’.
O cativeiro (28.15-68). Essa passagem esboça os cada vez mais severos julgamentos que as futuras gerações podem esperar se persistirem em violar os estatutos de Deus, e afastar-se Dele para a idolatria. A culminante punição é o cativeiro (vv.63,64). Essa punição final é vividamente descrita nos versos 64-68, e é frequentemente encontrada nos profetas. Entre as advertências dos profetas baseadas nessa passagem de Deuteronômio estão: Is 5.13; Jr 13.19, 46.19; Ez 12.3-11; Am 5.27; 6.7; 7.11-17, etc. Essas advertências tornaram-se mais frequentes quando o restante das condenações encontradas em Deuteronômio 28 foram impostas e ignoradas por Israel.
O que realmente aconteceu? Séculos depois que Moisés escreveu as palavras de advertência, o povo de Israel dividiu-se em duas nações, norte e sul. O Reino do Norte, chamado Israel, foi subjugado. O seu povo levado em cativeiro pelos assírios em 722 a.C. O Reino do Sul, Judá, sobreviveu somente até 586 a.C, quando, após uma série de deportações, os babilônios finalmente destruíram Jerusalém” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse, capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.138).

Lição 02
A Prosperidade no Antigo Testamento

08 de janeiro de 2012
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão”(Gn 39.3).

VERDADE PRÁTICA

A prosperidade no Antigo Testamento está diretamente relacionada à obediência à Palavra de Deus e à dedicação ao trabalho.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão”(Gn 39.3).

O contexto do nosso texto áureo é a vida de José na casa de Potífar (Gênesis 39). A vida de José é um exemplo da verdadeira prosperidade do Senhor, pois, José antes de ser primeiro ministro do Egito passou por um verdadeiro vale de experiências, mas independentemente de suas terríveis provações a prosperidade do Senhor estava com ele, portanto é importante estudar a vida de José para compreendermos o contexto da prosperidade no Antigo Testamento.
José é um nome hebraico que significa “Yahweh acrescentará”, ou, então, “que Yahweh adicione”. Muitas pessoas tiveram esse nome na Bíblia, mas o mais conhecido e mais significativo desses personagens foi o patriarca José, o décimo primeiro filho de Jacó e o primeiro com sua esposa favorita Raquel.
Provavelmente, José viveu em cerca de 1678-1570 a.C., na época dos reis hicsos que dominavam o Egito, provavelmente a 16a. Dinastia, cujo faraó da época de José era Apepi II.
José era de caráter puro, de boa aparência, fora do comum, com uma inclinação excepcional para a liderança, dotado da habilidade de tirar o melhor partido de toda situação desagradável.
Nasceu em Harã, 75 anos depois da morte de Abraão, 30 anos antes da morte de Isaque. Nasceu quando seu pai Jacó tinha uns 90 anos de idade, e 8 anos antes de voltarem a Canaã. Aos 17 anos foi vendido ao Egito. Passou 13 anos no Egito antes de ser governador, nesse período esteve na casa de Potífar e na prisão. Aos 30 anos tornou-se governador do Egito e morreu aos 110 anos no Egito onde foi embalsamado.

COMENTÁRIO DO HISTORIADOR
HEBREU FLÁVIO JOSEFO (37-103 d.C.)

“… José, que Jacó tivera de Raquel, era o mais querido de todos os seus filhos, quer por causa das melhores qualidades de espírito e de corpo, que ele tinha sobre os outros, quer por sua grande sabedoria. Este afeto que seu pai não podia esconder excitou contra ele a inveja e o ódio de seus irmãos. Estes aumentaram ainda mais por causa de alguns sonhos que lhes contou na presença de seu pai e que lhe pressagiavam uma felicidade extraordinária e era mesmo capaz de suscitar a inveja entre pessoas mais próximas: o que aconteceu, deste modo: Jacó o havia mandato com seus irmãos para trabalhar no campo de trigo e ele teve um sonho, na noite anterior, que não podia ser considerado como um sonho comum. Pela manhã contou o sonho aos irmãos, a fim de que explicassem. Parecia que o seu feixe estava de pé no campo e que os outros vinham inclinar-se diante dele e adorá-lo. Eles não tiveram dificuldade em julgar que aquele sonho significava que sua fortuna seria muito grande e que eles lhe seriam sujeitos; mas eles dissimularam, como se nada tivessem entendido, desejando em seu coração que essa predição fosse falsa e conceberam contra ele uma aversão ainda maior que a anterior. Deus, para confundir sua inveja, permitiu outro sonho, muito mais importante que o primeiro. Parecia-lhe ver o sol, a lua e onze estrelas, descerem do céu à terra e prostrarem-se diante dele. Ele contou esse sonho ao seu pai, diante de seus irmãos, dos quais não desconfiava e rogou-lhe que lho explicassem. Jacó sentiu grande alegria, porque compreendeu facilmente que ele pressagiava a José uma mui grande prosperidade e viria um tempo em que seu pai, sua mãe e seus irmãos seriam obrigados a prestar-lhe homenagem. Pois o sol e a lua significavam seu pai e sua mãe, um dos quais dá a forma e a força a todas as coisas e a outra as alimenta e faz crescer; as onze estrelas significavam os onze irmãos que tiram toda a sua força de seu pai e de sua mãe, como as estrelas, do sol e da lua. Esta interpretação que Jacó deu ao sonho e o fazia mui sabiamente. Mas este presságio deixou mui aflitos os irmãos de José que, sendo-lhe mui próximos, deveriam tomar também parte na sua felicidade, mas sentiram maior inveja ainda, como se ele lhes fosse um estrangeiro. Assim deliberaram fazê-lo morrer e com esse fim, quando terminaram os trabalhos do campo, levaram seus rebanhos a Siquém, que era um lugar muito abundante em pastagens, sem nada dizer ao pai. Esse afastamento afligiu a Jacó e para ter notícias deles, mandou José buscá-los (…) Depois que Ruben viu que seus irmãos, em vez de se comoverem com estas palavras, cada vez mais se obstinavam na sua funesta resolução, ele propôs escolherem um meio mais suave de o executar, a fim de tornar sua falta, de algum modo, menos criminosa e disse-lhes que se eles quisessem seguir o seu conselho, eles se contentariam de pôr a José num cisterna que estava próxima e lá o deixassem morrer sem manchar as mãos em seu sangue. Eles aprovaram essas proposta; então Ruben o desceu com uma corda naquela cisterna que estava quase seca e foi em seguida procurar pastagens para seu rebanho. Apenas ele tinha partido, Judá, um dos filho de Jacó, viu passar alguns mercadores árabes, descendentes de Ismael, que vinham de Galaade e levavam para o Egito perfumes e outras mercadorias; ele aconselhou aos irmãos que vendessem José para que desse modo ele fosse morrer num país mais longe e não podiam ser acusados de lhe ter tirado a vida. Eles combinaram com os mercadores, retiraram José, que tinha então dezessete anos e o venderam por vinte peças de prata a esses ismaelitas (…) Quando os mercadores ismaelitas, que tinham comprado José, chegaram ao Egito, venderam-no a Potifar, mordomo do palácio do rei Faraó que não o tratou como escravo, mas o fez educar com cuidado, como uma pessoa livre, e deu-lhe a direção de sua casa. Ele cumpriu o seu dever com inteira satisfação de seu senhor, essa mudança de condição não afetou absolutamente a sua virtude; e ele mostrou que, quando um homem é verdadeiramente sensato e ajuizado, ele procede com igual prudência na prosperidade e na adversidade. A mulher de Potifar ficou tão impressionada com seu espírito e com sua beleza, que ficou perdidamente enamorada dele; e como ela o julgava pela condição a que a fortuna o havia reduzido, que não ela sua generosidade virtude, pensou que na situação de escravo em que ele se achava, julgar-se-ia feliz de ser amado pela sua senhora e não teve dificuldade em decidir manifestar-lhe sua paixão. Mas José, considerando como um grande crime fazer tal afronta a um senhor, ao qual ele era devedor de tantos favores, rogou-lhe que não exigisse dele uma coisa que não lhe podia conceder, sem passar como o homem mais ingrato do mundo, embora em todas as outras ocasiões soubesse o que lhe devia. Esta recusa só fez aumentar o seu amor, ela imaginava ainda que José não seria sempre inflexível, e resolveu tentar outro meio. Escolheu para isso o dia de uma grande festa, à qual as mulheres costumavam comparecer, e fingiu estar doente, a fim de ter um pretexto para não sair e tomar assim essa ocasião para solicitar a José. Assim, encontrando-se em plena liberdade de falar-lhe e de insistir, ela disse-lhe: “Vós teríeis feito muito melhor acedendo logo às minhas súplicas, concedendo-me o que eu vos peço, à minha qualidade e à violência do meu amor, que me obriga, embora eu seja vossa senhora,a me rebaixar até vos rogar. Se fordes sensato, reparai a falta que cometestes. Não vos resta mais desculpa alguma; pois se esperáveis que eu vos procurasse uma segunda vez, eu o faço agora, com maior afeto ainda; fingi estar doente e preferi o desejo de vos ver, ao prazer de assistir a uma tão grande festa. Se tivésseis alguma suspeita de que o que eu vos digo é uma cilada, para vos experimentar, minha perseverança não permitirá mais dúvidas de que minha paixão é verdadeira. Escolhei, pois. Ou agora, o favor que vos ofereço, correspondendo ao meu amor e esperando de mim, para o futuro, favores ainda maiores, ou experimentar os efeitos de minha ira e de minha vingança, se preferis à honra que vos concedo uma vã opinião de castidade. Se isso acontecer, não imagineis que alguma coisa haverá capaz de salvar-vos; pois eu vos acusarei, perante meu marido, de terdes querido atentar contra a minha honra; e por mais que possais dizer e provar em contrário, ele prestará sempre mais fé às minhas palavras, do que às vossas justificativas”. Depois de ter falado dessa maneira, juntou as lágrimas aos rogos; nem as solicitações, nem as ameaças, porém, foram capazes de mover José a faltar ao seu dever, ele preferiu expor-se a tudo do que deixar-se levar por um prazer criminoso e julgou que não haveria castigo que ele não merecesse se cometesse tal falta, para agradar a uma mulher. Fez-lhe-ver o que ele devia ao seu marido, que os prazeres legítimos no casamento são preferíveis aos que uma paixão desregrada produz e que estes últimos apenas se passam, causam um arrependimento inútil; que se está num contínuo temor de ser descoberto, mas que nada se tem a temer da fidelidade conjugal e que se anda com confiança na presença de Deus e dos homens. Se ela se conservasse casta, conservaria a autoridade que tinha em dar-lhe ordens, ao passo que perderia essa mesma autoridade cometendo com ele um crime que ele poderia sempre atirar-lhe em rosto e que enfim a tranqüilidade de uma consciência que de nada se sente culpada é infinitamente preferível à inquietação daqueles que querem esconder os pecados vergonhosos que cometeram. Estas palavras e outras semelhantes que José proferiu, procurando convencê-la a moderar a sua paixão, fazendo-a compreender o próprio dever, só fizeram-na inflamar-se ainda mais e ela quis obrigá-lo a conceder-lhe o que não podia, sem um crime, pretender dele. Não podendo então por mais tempo tolerar tão grande vexame, ele escapou, deixando, porém, o manto em suas mãos. Ofendida com a sua repulsa, temendo que ele a acusasse ao marido, resolveu precedê-lo e vingar-se (…).” (HISTÓRIA DOS HEBREUS – FLÁVIO JOSEFO) LIVRO 1 – CPAD.

Essa história tirada da Bíblia, foi parafraseada por Flávio Josefo no final do primeiro século depois de Cristo. Embora a história seja floreada por Josefo, não deixa de apresentar questões importantes, uma vez que trata-se de uma tentativa de preencher as lacunas do texto bíblico. Pelo fato de ser um historiador judeu, é bem provável que o mesmo tenha levantado essas informações de fontes da tradição oral dos judeus. De qualquer maneira o discurso da mulher de Potifar e a postura de José nos revela que somente o TEMOR DE DEUS é que faz um homem fiel.
Já ouvi pessoas dizendo que a mulher de Potifar era feia, gorda e velha por isso que José a rejeitou, mas se fizermos um levantamento histórico, desmontamos esse argumento absurdo, pois:
1) a mulher era da classe nobre egípcia, esposa de um importante membro da Corte Egípcia, é bem provável que Potifar, deveria ser bem mais velho do que a esposa. Ela portanto, deveria ser bem mais jovem;
2) as mulheres da alta classe egípcia eram muito atraentes e extremamente sensuais. Não podemos esquecer que foram os egípcios antigos que inventaram grande parte dos cosméticos, como creme para o corpo, perfumes, roupas sensuais, perucas e maquiagem.;
3) As egípcias da alta classe, banhavam o corpo em leite de cabra, passavam longo tempo se cuidando, os egípcios (homens e mulheres) raspavam todo o pelo do corpo, inclusive os cabelos, e utilizavam perucas. Basta ver os auto-relevos e as pinturas dos egípcios antigos para percebermos a beleza e a graciosidade de suas mulheres;
4) Considerando ainda que na época de José a elite que governava o Egito era formada pelos hicsos, uma vez que a 16a. dinastia que governou o Egito era estrangeira, portanto, é bem provável que Potifar fosse hicso, como o próprio Faraó o era. Suponho, portanto, que a esposa de Potifar, poderia ser tão bela, quanto Nerfertiri ou Nefertiti, a bela rainha egípcia.
5) Considerando ainda sua posição como esposa de Potifar, tratava-se ainda de uma mulher culta e sofisticada;

NOTA ARQUEOLÓGICA

“A “História dos Dois Irmãos”, num antigo papiro, hoje no Museu Britânico, escrita no reinado de Seti II, logo após o Êxodo, tem tanta semelhança com a história de José e a mulher de Potífar, que o publicista da edição inglesa da “História do Egito”, de Brugsh, conjecturou que tivesse sido escrita à vista desse incidente, que deve ter sido registrado nos anais da corte egípcia. Uma homem casado manda seu irmão mais jovem, solteiro, ao qual havia confiado todos os seus negócios, à sua casa, buscar alguma semente de trigo. A esposa tenta-o. Ele recusa-se. Ela, irada, conta ao marido que o irmão tentou, forçá-la. O marido planeja matá-lo. Ele foge, depois torna-se rei do Egito”. (MANUAL BÍBLICO DO HALLEY – edições Vida Nova).

CONSIDERAÇÕES SOBRE JOSÉ

1) José era escravo no Egito, teoricamente estava sujeito aos caprichos dos seus donos, no entanto, ele temeu mais a Deus do que o homem;
2) José viveu num período onde não havia os Dez Mandamento, não havia lei escrita que dissesse que o adultério era pecado para os escravos, mas não obstante a isso, ele tinha a lei de Deus no coração;
3) Teoricamente José não estaria cometendo adultério, uma vez que estava como escravo sujeito aos caprichos de seus donos, basta ver e estudar as injustas leis escravistas, que deixavam os escravos a mercê dos abusos sexuais de seus senhores, isso infelizmente ocorreu no Brasil, basta ler os livros do historiador Gilberto Freire, como “Casa Grande e Senzala”, “Sobrados e Mucambos”, etc, não obstante a isso, José resistiu qualquer situação ou justificativa que teoricamente o liberaria ao pecado, e permaneceu fiel a um Deus Santo;
4) José era jovem, portanto, estava no seu apogeu de força física e sexual, mas mesmo assim, soube fugir dos desejos da mocidade, temendo a Deus sobre todas as coisas;
5) José por ser jovem e inexperiente estava sujeito ao erro, uma vez que estava longe da família, longe de sua terra, longe dos ensinos de Deus dados pelo seu pai Jacó, estava carente emotivamente e em todos os outros sentidos, mas mesmo assim, ele provou que quando alguém se propõem servir a Deus ele supera tudo pela graça e pelo poder de Deus.
6) José não pecou, porque tinha Temor de Deus, atualmente somente o Temor de Deus é que pode fazer uma pessoa fiel;

O testemunho da vida de José nos mostra a possibilidade de o homem manter-se, sob a graça divina, íntegro, independente da idade e das circunstâncias que o envolvam. No convívio familiar, na casa de Potifar, na prisão, no palácio ou no reencontro com seus irmãos, José sempre evidenciou as virtudes próprias de um caráter forjado pela adversidade e perseverança no Senhor, é nesse contexto que compreendemos a verdadeira prosperidade, pois a prosperidade no Antigo Testamento está diretamente relacionada à obediência à Palavra de Deus e à dedicação ao trabalho.

RESUMO DA LIÇÃO 02

A PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

I. RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NA ANTIGA ALIANÇA.
1. Prosperidade e Solidariedade.
2. Prosperidade e Espiritualidade.
3. Prosperidade e bem estar físico.

II. A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E DO FAVOR DE DEUS.
1. O trabalho como propósito divino.
2. A bênção de Deus como favor divino.

III. PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE.
1. Retribuição.
2. Soberania divina.

INTERAÇÃO

Professor, nesta lição estudaremos a respeito da Prosperidade no Antigo Testamento.
É importante enfatizar que a prosperidade na Antiga Aliança está diretamente relacionada à obediência à Palavra de Deus e a dedicação ao trabalho.
É algo que vai muito além dos bens materiais.
Veremos que no Antigo Testamento, a verdadeira prosperidade é primeiramente espiritual.
Uma vida bem-sucedida não é resultado do sucesso financeiro, mas sim da obediência a Deus, da fidelidade e da santidade: “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens” (Pv 3.3,4).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Conceituar a prosperidade no Antigo Testamento.
• Identificar as fontes da prosperidade no Antigo Pacto.
• Compreender os princípios veterotestamentários que dão base para a prosperidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Inicie a aula de hoje definindo prosperidade.
Explique que, diferentemente do que é ensinado em muitos lugares, a prosperidade nas Escrituras está relacionada com a solidariedade, espiritualidade, o bem estar físico, a retribuição e o trabalho como o resultado da soberania do nosso Deus.
Para elaborar um resumo panorâmico do tema, reproduza o quadro explicativo abaixo conforme a sua possibilidade.
Conclua a lição enfatizando que a prosperidade, tal como as Escrituras expõem, resulta dos atos soberanos de Deus.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Prosperidade:
Estado do que é ou se torna próspero; abundância.

As Escrituras Sagradas têm muito a dizer sobre a prosperidade do povo de Deus e grande parte desse ensino encontra-se no Antigo Testamento.
O hebraico possui cerca de vinte e cinco palavras que podem ser traduzidas respectivamente como prosperidade, riquezas e bens.
O termo hebraico mais comum é tsalach (Gn 39.2; Js 1.8; Sl 1.3) e no grego é euodoo (1 Co 16.2).
Todavia, é bom lembrar que a prosperidade no Antigo Pacto não está associada apenas ao acúmulo de posses e bens ou à saúde perfeita, mas, sobretudo, a um íntimo relacionamento com o Senhor.
É possível alguém ser rico, possuir boa saúde e muitos bens e mesmo assim não ser próspero.
Ter sucesso, mas não uma vida abundante. Nesta lição, procuraremos mostrar como o Antigo Testamento define alguém que alcançou a verdadeira prosperidade.

I. RIQUEZA E POBREZA; DOENÇA E CURA NA ANTIGA ALIANÇA

1. Prosperidade e solidariedade.
Riqueza e pobreza no Antigo Testamento andam lado a lado (Rt 2.1,2).
Uma leitura cuidadosa ajuda a corrigir duas idéias erradas sobre os conceitos de pobreza e riqueza.
A primeira mostra a riqueza como dádiva de Deus, e a pobreza como marca do julgamento divino.
A segunda associa a riqueza à maldade e a pobreza à piedade.
Fica logo perceptível que ninguém é amaldiçoado por ser pobre e tampouco abençoado por ser rico.
Tanto o pobre como o rico dependem do favor de Deus (1 Sm 2.7,8).
A Bíblia mostra primeiramente que os mais abastados devem se importar com os menos favorecidos (Dt 15.4,11).
A prosperidade só se legitima quando converte-se em solidariedade.

2. Prosperidade e espiritualidade.
A idéia veterotestamentária de prosperidade transcende o simples acúmulo de bens materiais ou o bem estar físico.
Na verdade, a compreensão que se tem no Antigo Pacto é que a prosperidade, antes de tudo, é espiritual para só secundariamente ser material (Sl 73).
Constata-se pelas Escrituras que existem outros valores, embora não materiais, tidos como grandes riquezas e verdadeiros tesouros (Pv 10.22).
Dentre as várias coisas que a Antiga Aliança mostra como sendo de valor maior do que bens materiais estão, por exemplo, o conhecimento (Pv 3.13; 20.15), a integridade (Sl 7.8; 78.72), a justiça (Sl 15.2; Pv 8.18; 14.34), o entendimento (Pv 15.32; 19.8), a humildade e a paz (Pv 15.33; 18.12; 12.20).

3. Prosperidade e bem-estar físico.
O Antigo Testamento apresenta uma variedade de doenças que afligiam o povo (Jó 2.7; Is 38.21).
A medicina era limitada e os médicos dos tempos bíblicos quase que se restringiam a tratar dos ferimentos exteriores.
Nesse contexto, a Escritura apresenta Deus como o médico de Israel (Êx 15.26).
É interessante observarmos que nessa mesma passagem de Êxodo, Deus também aparece como aquEle que fere.
O Deus da Bíblia é poderoso para curar, mas também é soberano para permitir a doença (Dt 7.15; Jó 5.18)!
Essa visão teológica do Antigo Testamento revela que sobre todas as coisas está a soberania divina, pois, até mesmo o sofrimento pode atender aos seus propósitos (Sl 119.67).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Na Antiga Aliança a prosperidade está intimamente relacionada com a solidariedade, espiritualidade e o bem-estar físico do homem.

II. A PROSPERIDADE COMO RESULTADO DO TRABALHO E DO FAVOR DE DEUS

1. O trabalho como propósito divino.
No Antigo Pacto, riqueza e trabalho também estão intimamente relacionados.
A idéia de prosperar e enriquecer por outros meios que não o trabalho é algo estranho à Escritura.
Ainda no paraíso, coube como tarefa ao primeiro homem cuidar do jardim, vigiando-o e lavrando-o (Gn 2.15).
Portanto, o Senhor faz prosperar, mas o faz através do trabalho (Dt 8.18).
A palavra hebraica koach traduzida como “força”, nessa passagem, significa vigor e força humana.
Refere-se claramente ao esforço humano como resultado do trabalho.
Por outro lado, a palavra “poder”, traduzida do hebraico chayil, nesse texto, mantém a idéia de eficiência, fartura e riqueza.
A perspectiva aqui é que prosperidade e trabalho são indissociáveis. Onde a primeira está certamente o segundo também se encontra.
O trabalho dignifica o homem e o faz prosperar.
Esse fato é ampliado na literatura hebraica sapiencial que condena veementemente a indolência e a preguiça (Pv 21.25).
Diante do Senhor ninguém será considerado bom crente se negligenciar o trabalho.
A esses, cabe o conselho de Provérbios 6.6, pois os homens mais espirituais da Bíblia viviam nos labores de suas atividades.

2. A bênção de Deus como favor divino.
Uma idéia fundamental para se compreender a prosperidade no Antigo Testamento é o fato de ela acontecer como o resultado do favor divino.
A prosperidade é uma bênção de Deus ao homem (Pv 10.22).
Até mesmo os incrédulos enriquecem em decorrência desse favor.
Na teologia, isso é definido como “graça comum”, um favor divino dado aos homens indistintamente.
É essa graça que faz a chuva vir sobre os bons e os maus (Mt 5.45).
Quando se negligencia esse importante princípio, é fácil transformar o trabalho em mero ativismo em vez de algo prazeroso.
Reconhecer o Senhor como a fonte de toda prosperidade é a melhor forma de proteger-se da ganância que persegue quem possui riquezas (Sl 127.1,2).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No Antigo Testamento a prosperidade é conseqüência direta do trabalho relacionado ao favor de Deus. Logo, a preguiça é reprovável.

III. PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A PROSPERIDADE

1. Retribuição.
No período patriarcal, vemos Abraão ser abençoado porque obedeceu a voz do Senhor (Gn 14.18-20).
O mesmo acontece com os outros patriarcas (Gn 25.11; 30.43).
No Pentateuco, a lei da retribuição é bem conhecida do povo de Deus (Dt 27-28).
A obediência seria a causa das bênçãos de prosperidade, enquanto as maldições seriam o efeito da desobediência. Mas é, sobretudo, no período tribal que vemos esse princípio em toda a sua força (Jz 3.12; 4.1; 6.1; 10.6; 13.1).
Para o autor de Juízes, o resultado para a punição dos israelitas dava-se em razão de uma vida desobediente diante de Deus (Jz 21.25).
Durante a monarquia, período que vemos a atuação enérgica dos profetas, os reis eram avaliados pelo bem ou pelo mal que haviam praticado diante do Senhor (1 Rs 15.11; 2 Rs 12.2; 16.2; 2 Cr 28.1).

2. Soberania divina.
O Antigo Testamento mostra que nem tudo aquilo que se relaciona à prosperidade pode ser explicado simplesmente através de uma lei de causa e efeito ou do pecado e suas conseqüências.
É evidente que a lei da retribuição é vista como um princípio básico, mas a teologia da Antiga Aliança deixa claro que a soberania de Deus deve ser levada em conta quando avaliamos as ações dos homens.
Alguns textos revelam que os justos sofrem e os maus prosperam (Sl 73).
Embora pareça-nos paradoxal, é bíblico.
O livro de Jó, por exemplo, detalha a luta de um homem que, à primeira vista, reconhecia apenas o princípio da retribuição.
Os amigos de Jó compartilhavam da visão de que se alguém sofre ou passa reveses na vida é porque cometeu algum pecado (Jó 4.8).
Todavia, o real propósito do livro não é apenas focalizar o sofrimento humano, mas revelar como Deus se relaciona com seus filhos (Jó 42.3).
Princípio que é fartamente demonstrado em o Novo Testamento (2 Co 12.7).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A lei da retribuição, bem conhecida pelos judeus, e a soberania divina são os princípios bíblicos que regem a prosperidade veterotestamentária.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prosperidade no Antigo Testamento é resultado da bênção do Senhor sobre os empreendimentos do seu povo.
Tal prosperidade não se fundamenta em méritos pessoais, mas é uma resposta à obediência que se constrói como resultado de um relacionamento correto com Deus.
A prosperidade, portanto, não é meramente circunstancial, nem tampouco pode ser entendida apenas como uma lei de causa e efeito, mas deve levar em conta os atos soberanos do Senhor.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

PALMER, M. D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
SOARES, E. Heresias e Modismos: Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“O que é trabalho
[...] Primeiro, embora estrênuo, trabalho não é simplesmente labuta e fadiga, como alguns tendem a pensar, interpretando Gênesis 3 em parte incorretamente. Na verdade, muitos gozam do trabalho que fazem e os que fazem são os melhores trabalhadores. Não seria estranho dizer que os melhores trabalhadores não trabalham? Segundo, trabalho não é simplesmente emprego remunerado. Embora a maioria das pessoas nas sociedades industrializadas esteja empregada pela remuneração que percebem, muitos trabalham duro sem receber pagamento. Pegue, por exemplo, as donas de casa (raramente donos de casa) que gastam quase todas as horas em que estão acordadas mantendo uma casa em ordem e criando os filhos. Muitas delas com razão se ressentem quando as pessoas insinuam que não trabalham; isto é acrescentar um insulto (Você não trabalha!) e uma injúria (elas não recebem pagamentos). Precisamos de uma definição abrangente de trabalho. [...] Uma definição muito simples de trabalho seria ‘uma atividade que serve para satisfazer as necessidades humanas’” (PALMER, M. D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.225,26).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“Por que Trabalhamos?
[...] Primeiro, Deus criou os seres humanos para trabalhar. Considere os dois relatos da criação nos primeiros capítulos de Gênesis. Em Gênesis 1.26, lemos que Deus criou os seres humanos como macho e fêmea para ‘dominarem’ sobre toda a terra. Dois versículos mais adiante, Deus abençoou o primeiro casal humano e ordenou-lhe que ‘sujeitasse’ a terra e ‘dominasse’ sobre todos os seres vivos (o que, a propósito, não lhe deu licença para destruir o meio ambiente [...]). O ‘domínio’, que só pode ser exercido pelo trabalho, é o propósito para o qual Deus criou os seres humanos (não o único propósito, mas um propósito). Que isso esteja mencionado aqui explicitamente é, sem dúvida, significativo. O trabalho, podemos concluir, pertence essencialmente à própria natureza dos seres humanos conforme originalmente criados por Deus. Isto é porque encontramos realização pessoal no trabalho significativo, e, por outro lado, se não podemos trabalhar achamos que nossa vida é vazia e sem sentido.
[...] Segundo, nós trabalhamos porque Deus nos dota e nos chama a trabalhar. É de se esperar que o Deus que criou os humanos para trabalhar, também lhes desses talentos para realizar as várias tarefas e os chamasse para estas tarefas. E é exatamente isto que encontramos no Antigo Testamento. O Espírito de Deus inspirou os artesãos e artistas que projetaram, construíram e adornaram o Tabernáculo e o Templo. ‘Eis que o Senhor tem chamado por nome a Bezalel. [...] E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo artifício. [...] Também lhe tem disposto o coração para ensinar a outros’ (Êxodo 35.30-34). ‘E deu Davi a Salomão, seu filho, [...] o risco de tudo quanto tinha no seu ânimo, a saber: dos átrios da Casa do SENHOR’ (1 Cr 28.11,12). Além disso, a Bíblia diz freqüentemente que os juízes e reis de Israel faziam suas tarefas sob a unção do Espírito de Deus (veja Juízes 3.10; 1 Samuel 16.13; 23.2; Provérbios 16.10).
Quando chegamos no Novo Testamento, a primeira coisa que notamos é que todo o povo de Deus é dotado e chamado para fazer várias obras pelo Espírito de Deus (veja Atos 2.17; 1 Coríntios 12.7), e não apenas as pessoas especiais como os artesãos do Templo, reis ou profetas. Colocado no contexto do novo concerto, as passagens do Antigo Testamento citadas há pouco provêem ilustrações bíblicas para uma compreensão carismática de todos os tipos básicos de trabalho humano: Todo o trabalho humano, quer seja complicado ou simples, é possibilitado pela operação do Espírito de Deus na pessoa que trabalha” (PALMER, M. D. (Ed.).Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.227,28).

Lição 01
O Surgimento da Teologia da Prosperidade

01 de janeiro de 2012
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?”
(Rm 9.20).

VERDADE PRÁTICA

O pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?”
(Rm 9.20).

O contexto do nosso primeiro texto áureo de 2012 é Romanos 9. Neste capítulo Paulo escreve sobre seu amor a seu povo, o povo judeu, a eleição de Israel de onde descende o Cristo, segundo a carne (9.1-5), a incredulidade de Israel e as promessas de Deus (9.6-13). Escreve que a atitude de rejeição de Israel ao Messias, não incompatibiliza a justiça de Deus (9.14-18), nos versículos seguintes aborda a soberania de Deus (9.19-29) e conclui o capítulo 9 escrevendo que Israel é o responsável pelo seu próprio tropeço (9.30-33).
Portanto, esse versículo (Rm 9.20) do nosso texto áureo dá prosseguimento claro ao tema da reprovação de Deus, presente nos versículos 17 e 18 do capítulo 9, ou seja: “Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz”.
Em conformidade com esses versículos, o que Deus realmente faz? Ele toma um pouco de barro inerte e faz dele um vaso para ira, para a destruição. É óbvio que um vaso de ira não serve para qualquer propósito justo; mas bem pelo contrário, opondo-se aos mandamentos divinos e perseguindo ao povo de Deus, o vaso de ira dá margem para que Deus demonstre o seu poder, na forma de julgamento, sendo assim exaltada a sua glória.
Não há de duvidar que Paulo ainda tinha Faraó em mente; e Paulo deixa subentendido que aquilo que Faraó fez, fê-lo impelido pela vontade de Deus, que conhece a índole e o coração de cada ser humano.
Claro que a questão aqui é a plena soberania de Deus e a atitude dos judeus, seu tropeço, a aceitação de um novo povo (9.25, questões ilógicas para o povo judeu e para muitos prosélitos e até mesmo alguns convessos a Cristo, daí o questionamento: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.20).
Portanto, embora nosso versículo possui um contexto específico, não exclui as pessoas que hoje, questionam a Deus por sua condição social ou tentam, desafiam ou provocam o Senhor devido a sua situação social, de saúde, casamento ou outra.
O erro, ou o pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus. Podemos pedir ao Senhor e apresentar nossas necessidades, mas com amor, devoção, gratidão e reconhecendo sua soberana vontade, ou seja, como o Senhor Jesus nos ensinou: “E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja,

RESUMO DA LIÇÃO 01

O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
1. Gnosticismo.
2. Crenças Perigosas.
3. Confissão Positiva

II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”
1. Divinização do homem.
2. Demonização da Salvação.
3. Negação do Sofrimento.

III. CONSEQUÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”
1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil.
2. Narcisismo e hedonismo.
3. Modismos e perda de ideais.

INTERAÇÃO

Professor, o tema geral do primeiro trimestre de 2012 de Lições Bíblicas: “A Prosperidade à luz da Bíblia: A vida cristã abundante”.
Explique que as treze lições analisam a prosperidade dentro de uma perspectiva bíblica ortodoxa.
Fale também sobre o comentarista, pastor José Gonçalves — escritor, conferencista, bacharel em teologia, graduado em Filosofia; membro da Diretoria da Convenção Estadual da Assembléia de Deus do Piauí (CEADEP) e do Conselho de Apologética da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

• Explicar as raízes da Teologia da Prosperidade.
• Descrever os principais ensinamentos da Teologia da Prosperidade.
• Analisar as principais conseqüências da Teologia da Prosperidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, inicie a aula de hoje dizendo aos alunos que não é errado o crente ser próspero.
Deus é bom e deseja que tenhamos uma vida abundante (Jo 10.10).
Entretanto, isso não significa que teremos ausência de dor, escassez ou momentos difíceis.
A Palavra de Deus está repleta de exemplos de homens que padeceram dores, enfermidades e escassez.
Por isso, nesta primeira lição, enfatize que não podemos aceitar as heresias e as aberrações da chamada “Teologia da Prosperidade”.
Este movimento, que surgiu no EUA, alastrou-se rapidamente pela América Latina e tem feito muitas igrejas abandonarem o genuíno Evangelho.
Precisamos estar atentos, como disse-nos Jesus: “Acautelai-vos” (Lc 12.15).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Teologia da Prosperidade:
Uma teologia centrada na saúde e na prosperidade material, não na salvação em Jesus Cristo.

Neste trimestre, estudaremos a verdadeira prosperidade em contraposição à Teologia da Prosperidade, também conhecida como Confissão Positiva, que se constitui em uma ameaça à igreja cristã.
Veremos que o fundamento da chamada Teologia da Prosperidade é um equívoco, mas que isso não anula a prosperidade ensinada na Palavra de Deus.

I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

1. Gnosticismo.
Ainda em seus primórdios, a igreja cristã teve que refutar uma doutrina que demonstrou ser nociva para a fé evangélica: o gnosticismo.
O nome gnosticismo vem do grego gnósis, que siginifica “conhecimento”. Existiram vários gnosticismos, sendo quatro grupos mais importantes: o gnosticismo síro, o egípcio, o judaizante e o pôntico.
Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo, e está associada aos sírios, babilônicos, egípcios e gregos.
Os gnósticos deram muito trabalho às igrejas dos tempos apostólicos.
Seu pior período ocorreu em 135-160 d.C.
Seus ensinamentos não passavam de enxertos das filosofias pagãs nas doutrinas cristãs mais importantes.
Eles negavam o cristianismo histórico, afirmando que o Senhor Jesus jamais teve um corpo como o nosso.
Segundo eles, o corpo de Cristo existia apenas aparentemente.
Tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom.
Esse dualismo entre matéria e espírito (filosofia do antigo platonismo) levou seus adeptos a negar a realidade da matéria.
Já que a matéria não era real, o sofrimento também não passava de ilusão.
A influência desse pensamento sobre a Igreja Primitiva pode ser percebida na crença que negava a natureza humana de Cristo.
Em outras palavras, Cristo sendo bom não poderia habitar em um corpo físico que era mau.
Essa forma de crer levou o apóstolo João a combatê-los veementemente (1 Jo 2.23; 4.2,3,15).
Todos ensinavam a salvação através do conhecimento místico, e não pela fé em Jesus, e todos negavam a encarnação do “logos”.
A Bíblia é incisiva: “O Verbo se fez carne” (Jo 1.14); “todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus” (1 Jo 4.3).
É bom lembrar que os escritos de João são do final do primeiro século e compostos na cidade de Éfeso, então capital da Ásia Menor, onde surgiu o gnosticismo.
Foi a partir das crenças gnósticas que surgiram os modismos e heresias que viriam ameaçar a pureza da doutrina cristã. Entre estas ameaças está a Teologia da Prosperidade.
Ainda hoje é comum nas grandes cidades existirem grupos gnósticos ou estudos sobre gnose.

2. Crenças perigosas.
Tais pensamentos não ficaram restritos ao passado, pois a humanidade adora especulações (Ec 7.29).
Para se entender o surgimento da Teologia da Prosperidade, é preciso conhecer um pouco da história de Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), criador do chamado “Novo Pensamento”.

Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866),
criador do chamado “Novo Pensamento”.

Quimby estudou espiritismo, ocultismo, parapsicologia e hipnose e, além de panteísta e universalista, acreditava também que o homem tem parte na divindade.
Por isso, defendia que o pecado e a doença existem apenas na mente.
Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”, tornou-se discípula de Quimby após ser, supostamente, curada por ele.

Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”

3. Confissão positiva.
A crença que diz ser possível ao cristão viver em total saúde e prosperidade financeira é resultado da junção dessas idéias.
A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé propriamente dita, foi feita por E. W. Kenyon e posteriormente por Kenneth E. Hagin.

Essek. W. Kenyon (1867 -1948)

Kenyon foi um cristão devoto, mas contaminou-se com os ensinos da Ciência Cristã.
É dele a frase: “o que eu confesso eu possuo”, embrião da confissão positiva.
Já Kenneth E. Hagin foi influenciado por Kenyon e deste obteve a maioria dos seus ensinamentos.
Hagin fundou seu ministério passando a divulgar a Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva.

Kenneth Hagin (1917 – 2003)

Kenneth Hagin foi acusado de ter plagiado a maioria dos ensinamentos de Kenyon e ficou famoso por ter afirmado que morreu e foi ressurreto 3 vezes.
Ao pregar que os cristãos não podem sofrer ou ficar doentes e que devem tornar-se ricos à custa de sua fé, esse ensino tem produzido uma geração de crentes interesseiros e materialistas.
Deus “tornou-se” refém de leis espirituais que Ele supostamente teria criado.
O segredo é descobrir como usar tais leis e assim conseguir o que quiser.
Uma das mais utilizadas é a do determinismo.
Ele dizia que: “É necessário crer, declarar verbalmente a fé e então agir como se já tivesse recebido a bênção”.
O determinismo é uma fórmula que tem a força de mandar até mesmo em Deus!

Outros defendosres da Confissão Positiva são:

Kenneth Copeland

Benny Hinn

Frederick Price

Paul (David) Yonggi Cho

Mike Murdock

Morris Cerullo

Oral Roberts (1918- 2009)

OS REPRESENTANTES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE NO BRASIL

Edir Macedo

R.R. Soares

Estevam Hernandes e Sônia Hernandes

Renê Terranova

Eles fazem parte do cotidiano de muitos líderes da igreja brasileira, que por força da sua influência, tem levado o membro comum a achar que este tipo de vida é a que o Senhor Jesus espera de nós.
Eles divulgam suas idéias através de literatura, que eles classificam como boa, quando na verdade são materiais e ensinos cheios de sofismas e engano.
Uma vez que essas distorções passaram a ser reproduzidas em todo o mundo, não tardaram a chegar aqui através dos que andam a procura de novidades, desprezando a suficiência das Escrituras (Sl 119.14,72; Mt 4.4; Jo 17.17).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

As raízes da Teologia da Prosperidade não estão firmadas nas Sagradas Escrituras.

II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”.

1. A divinização do Homem.
A partir de uma interpretação equivocada de Salmos 82.6, os teólogos da prosperidade criaram a doutrina dos “pequenos deuses”.
Kenneth Copeland, pregador da Teologia da Prosperidade, afirmou certa feita: “Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses”.
A intenção dessa doutrina é ensinar a “teologia do domínio”.
Sendo deus, o crente agora pode tudo.
A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).

2. Demonização da Salvação.
Esse ensino chega ao extremo de afirmar que, ao morrer na cruz, Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação.
Assim, os proponentes da Teologia da Prosperidade colocam o Diabo como coautor da salvação.
Pois esta não aconteceu na cruz quando Cristo bradou “Está consumado!”, mas somente quando Ele voltou do inferno onde teria derrotado Satanás em seu próprio terreno.
Hagin disse que o grito de Jesus referia-se ao fim da Antiga Aliança e não ao cumprimento do processo da salvação.
A Bíblia, porém, diz que a salvação foi conquistada na cruz e que o maligno não tem parte com o Senhor (Mt 27.51; Jo 14.30).

3. Negação do sofrimento.
Os crentes não precisam mais sofrer.
Todo sofrimento já foi levado na cruz do Calvário e o Diabo deve ser responsabilizado por toda e qualquer situação de desconforto entre os crentes.
Aqui há uma clara influência da Ciência Cristã que também não admite o sofrimento.
A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10)

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Contrariando o que a Bíblia diz, que o homem é estruturalmente pó, a Teologia da Prosperidade afirma que os homens são “pequenos deuses”.

III. CONSEQUÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

1. Profissionalização ministerial e espiritualidade mercantil.
A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos.
O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional.
Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos!
O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus.
Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja.
A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa.
A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores.
Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável.
Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!

2. Narcisismo e Hedonismo.
O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4).
A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas.
Estão morrendo e matando uns aos outros.
Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.

3. Modismos e perda de ideais.
De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes.
São modismos teológicos para todos os gostos.
Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc.
Atualmente a lista está bem maior.
Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos.
Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus.
Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora?
A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A divinização do homem, a demonização da salvação e a negação do sofrimento são os principais pilares da Teologia da Prosperidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Bíblia fala da verdadeira prosperidade, mas os excessos criados por uma teologia que fomenta o materialismo é anti-bíblico.
Devemos nos resguardar dos absurdos criados pela Teologia da Prosperidade no que concerne à doutrina cristã.
Nenhum crente, a fim de prosperar, necessita aderir às fórmulas inventadas pelos pregadores da prosperidade.
A verdadeira prosperidade vem como resultado de um correto relacionamento com Deus que é fruto de um coração obediente.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HANEGRAAFF, H. Cristianismo em Crise. 4.ed., RJ: CPAD, 2004.
SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.

Lição 13
A Integridade de um Líder
25 de dezembro de 2011
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“Se é ministério, seja em ministrar [...]; o que preside, com cuidado[...]”
(Rm 12.7,8).

VERDADE PRÁTICA
Somente com líderes verdadeiramente chamados por Deus e comprometidos com a sua obra é que a Igreja de Cristo poderá cumprir integralmente a missão que lhe confiou o Senhor.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Se é ministério, seja em ministrar [...]; o que preside, com cuidado[...]”
(Rm 12.7,8).

Nosso texto áureo deste domingo (última aula do terceiro trimestre) trata-se de um recorte da passagem de Paulo aos Romanos que diz: “Assim nós embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros. De sorte que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a mediada da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou se exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade, o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria…” (Romanos 12.5-8 – grifo nosso).
Dom de ministrar e presidir é uma capacitação divina para dar, fornecer, prestar, administrar, conferir, servir, ensinar, explicar, esclarecer, defender e proclamar as verdades referentes à Palavra e ao Reino de Deus: “…como não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que útil seja, ensinando-vos publicamente e de casa em casa” (At 20.20); “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.2) (grifo nosso).
Dom ministrar e dom de presidir são dons concedidos por Deus aos seus servos com o objetivo específico de manifestar sua graça, glória e poder na edificação do Corpo de Cristo, a igreja: “Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da plenitude de Cristo” (Ef 4.12-13). A lista dos dons espirituais no Novo Testamento são: (Rm 12.-6-8; 1 Co 12.8-10, 12.28-29 e Ef 4.11-13).

INTERAÇÃO

ao longo deste trimestre estudamos o último dos livros históricos do Antigo Testamento.
Nessa última lição, destacaremos as características de Neemias como líder e servo de Deus.
Com certeza você pode extrair importantes lições para o seu ministério e vida pessoal, estudando o livro e a vida de Neemias.
Aprendemos a respeito de um homem íntegro que dependia inteiramente do Senhor e da sua Palavra.
Como líder de sua classe siga o exemplo de Neemias e prossiga vitorioso em sua tarefa de ensinar e aperfeiçoar os santos (Ef 4.11-16).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Compreender que é o Senhor quem escolhe e prepara líderes para sua obra.
• Descrever algumas das características que um líder de Deus deve possuir.
• Conscientizar-se de que o líder precisa ter uma vida devocional.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Providencie cópias do quadro abaixo para os alunos:
APRENDENDO COM NEEMIAS ALGUNS PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA:

1. Tenha um propósito claro e continue avaliando-o à luz da vontade de Deus. Nada impediu que Neemias permanecesse em sua trajetória.
2. Seja direto e honesto. Todos sabiam, exatamente, do que Neemias precisava, e ele falou a verdade até mesmo quando a própria verdade aparentemente tornaria o seu objetivo ainda mais difícil de alcançar.
3. Viva de uma forma irrepreensível. As acusações contra Neemias eram falsas e vazias.
4. Seja uma pessoa que ora constantemente, recebendo poder e sabedoria através de seu contato com Deus.Todas as ações de Neemias glorificaram a Deus.
5. Leia e obedeça a Palavra de Deus. Neemias amava a Palavra. Ele reuniu o povo na praça principal da cidade para ouvir a Palavra de Deus.

Em seguida, peça que citem algumas características da liderança de Neemias.
À medida que eles forem falando, relacione-as no quadro de giz, se tiver.
Enfatize o fato de que essas características são indispensáveis ao líder chamado por Deus.
Conclua lendo com os alunos, e discutindo a respeito dos princípios de liderança que aprendemos com Neemias e que ainda hoje são eficazes.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Integridade:
Qualidade de íntegro, retidão.

Ao longo deste trimestre, estudamos o livro de Neemias e aprendemos o que é a verdadeira liderança e como devemos exercê-la.
Encerrando o trimestre, destacaremos as principais características que fizeram de Neemias um dos maiores líderes da história sagrada.
Que o seu exemplo nos inspire a nos dedicarmos, com mais afinco e amor, à Seara do Mestre, a fim de que cumpramos a missão que Ele nos entregou.

I. DEUS ESCOLHE E PREPARA LÍDERES PARA SUA OBRA

1. Um copeiro a serviço do Reino.
Neemias era copeiro do rei Artaxerxes quando Deus o chamou a liderar o seu povo num momento de profunda crise moral, espiritual e econômica.
Ele tinha como função proteger a vida do rei, provando-lhe o vinho, a fim de que o monarca não fosse envenenado.
Somente alguém especialmente qualificado poderia exercer semelhante cargo.
Segundo alguns historiadores, os copeiros também aconselhavam o soberano em assuntos de estado.
Não obstante, Neemias abriu mão de todas essas vantagens, para ajudar seus compatriotas a superar aquele momento tão difícil.
Atualmente, não são poucos os homens e mulheres que tudo renunciam para se dedicarem integralmente ao Reino de Deus.

2. Uma rainha a serviço do Reino.
Certa vez, o rei Assuero, já tomado pelo vinho, resolveu exibir a beleza da esposa aos seus convidados.
Como a rainha Vasti se recusasse a comparecer perante ele, o monarca destronou-a.
E para ocupar o seu lugar, o rei determinou que se convocassem as mais belas moças do reino, a fim de que, dentre estas, fosse escolhida a substituta de Vasti.
E a escolha recaiu sobre Ester, que foi usada por Deus para operar um grande livramento.
Ester destacou-se por uma coragem singular; ela não temeu perder a própria vida. Somente os grandes líderes agem assim.

3. Um pastor de ovelhas a serviço do Reino.
Tendo já rejeitado a Saul, o Senhor determinou ao profeta Samuel que fosse a Belém ungir, dentre os filhos de Jessé, um rei segundo o seu coração (1 Sm 16.1).
A escolha divina recaiu sobre o caçula da família que, naquele momento, cuidava das ovelhas do pai (1 Sm 16.13).
E grandes foram as obras realizadas por Davi. Deus não olha para a aparência do ser humano, mas para o coração.
O que agrada ao Senhor é um caráter reto e íntegro.
Essa é uma das principais características de um verdadeiro líder.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Uma das principais características de um líder de Deus é ter um coração íntegro.

II. AS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER DE DEUS

1. Integridade espiritual.
Neemias não compactuava com os pecados do povo.
Homem íntegro e temente a Deus, não se limitou a reconstruir os muros e as portas de Jerusalém, mas conduziu a nação a uma profunda reforma moral e espiritual.
Ele restaurou o ministério levítico, combateu o casamento misto (Ne 13.25) e restabeleceu a guarda do sábado.
O líder espiritual conduz o povo à santidade e a um viver íntegro.

2. Integridade moral.
Neemias administrou os recursos financeiros e patrimoniais da nação com honestidade, transparência e sabedoria.
Ele não utilizou indevidamente os recursos financeiros do povo de Deus, mas agiu com muita correção e cuidado (Ne 5.9-12).
Há um ditado popular que diz: “Quer saber quem é realmente uma pessoa? Dê-lhe poder”.
Há certos homens e mulheres que, ao assumirem um cargo de liderança, mudam completamente.
Agem com arrogância e desonestidade.
O poder, entretanto, não corrompeu a Neemias. Ele soube como manter a sua integridade.

3. Um testemunho irrepreensível.
Neemias viveu de forma correta e integra.
Não podemos nos esquecer que liderança é exemplo.
O discurso do líder tem de ser coerente com a sua prática.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O líder deve ser íntegro espiritual e moralmente, tendo um testemunho irrepreensível.

III. A VIDA DEVOCIONAL DO LÍDER DE DEUS

1. A oração.
Na Palavra de Deus, há vários exemplos de líderes que foram bem-sucedidos graças à oração. Davi e Daniel oravam três vezes ao dia (Sl 55.17; Dn 6.10).
Paulo orava em todo o tempo (Ef 6.18).
E Jesus orava diariamente (Mt 26.44).
A oração preparou Neemias para enfrentar impiedosos ataques.
Se ele não tivesse o hábito de orar, certamente teria sucumbido diante das dificuldades.
A oração fortalece a alma e as mãos do homem de Deus.

2. O estudo da Palavra de Deus.
Neemias reuniu o povo na praça principal da cidade para ouvir a Palavra de Deus (Ne 8.1-3).
Todo crente necessita ler e estudar a Bíblia diariamente, para crescer no conhecimento do Senhor (2 Pe 3.18).
Infelizmente, há obreiros que, por não estudarem a Bíblia, acham-se espiritualmente fracos.
Um líder nessas condições porta-se como menino espiritual.
Precisamos ter a Palavra de Deus no coração para não pecarmos contra o Senhor (Sl 119.11).

3. Adoração ao Senhor.
Adorar é uma forma de agradecer a Deus, reconhecendo-O como o Senhor de nossas vidas, pois tudo o que somos e temos vêm dEle.
Observe o que diz o salmista: “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo” (Sl 9.1,2).
Neemias adorou a Deus: “Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!” (Ne 1.5).
Na dedicação dos muros e portas de Jerusalém, preparou um culto especial de adoração e louvores a Deus (Ne 12.27) e ordenou que dois corais fossem à frente dos cortejos durante a celebração (Ne 12.38).
O verdadeiro líder adora a Deus, porque sabe que toda a glória deve ser endereçada ao Senhor de toda a glória. Aleluia.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O líder deve ter uma vida de oração, leitura da Palavra e também de adoração.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neemias é um exemplo de liderança bem-sucedida.
Ele não permitiu que nada o impedisse de agradar ao Senhor.
Ele soube como conduzir a reconstrução de Jerusalém e a restauração espiritual dos judeus.
A sua vida de oração, leitura da Palavra de Deus e adoração fizeram com que ele prosseguisse vitorioso, apesar da oposição que lhe moviam os adversários.
Há muito trabalho no Reino de Deus até ao arrebatamento da Igreja.
Trabalhemos, pois, como Neemias.
Sejamos fiéis e íntegros em todas as coisas, a fim de que o nome do Senhor seja sempre exaltado.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

MAXWELL, J. C. O Coração e a Mente do Líder. 1.ed., RJ: CPAD, 2009.
GETZ, G. A. Pastores e Líderes. O plano de Deus para a liderança da Igreja. 1.ed., RJ: CPAD, 2004.

Lição 12
As Consequências do Jugo Desigual

18 de dezembro de 2011
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14).

VERDADE PRÁTICA
O casamento não é um mero contrato social, mas uma instituição divina que tem de ser levada a sério e firmada de acordo com a vontade de Deus.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14).

A lição deste domingo dá instrução sobre o matrimônio, e para isso tem por texto áureo 2 Coríntios 6.14 que fala sobre o jugo desigual. Na verdade o matrimônio está inserido neste versículo, no entanto não se trata apenas de matrimônio, mas o versículo é mais abrangente. Os versículos 14 a 18 falam sobre a necessidade premente do crente não manter comunhão com os incrédulos ou com o paganismo.
Com fundamento em nosso texto áureo vejamos algumas considerações:
• Paulo usa uma linguagem objetiva para falar de uma relação que não podia existir na vida de um crente;
• A relação denominada de “jugo desigual”, que é uma alusão á proibição do Antigo Testamento de se lavrar a terra com dois animais diferentes, sendo um mais forte que o outro Dt. 22.10: “Com boi e com jumento não lavrarás juntamente”;

• Paulo mostra que deve haver separação entre “fiel e infiel”, justiça e injustiça” “luz e trevas”, “templo de Deus e templo de ídolos”;
• Assim como água e óleo não se misturam, a comunhão dos santos com os infiéis equivale a “um jugo desigual”;
• No versículo 16 Paulo declara que “não há consenso entre Deus e os ídolos”;
• O crente é o templo de Deus, o templo do Espírito Santo, não podendo haver em seu interior imundícias que profanem a vida cristã;
• A grande lição que Paulo quer que os coríntios aprendam é que a cultura do mundo exterior extremamente pagã, não deve interferir na vida dos cristãos;
• Devemos abster-nos de todo tipo de relacionamento que nos leve a transigir nossa fé ante o paganismo;
• Evitemos relacionamentos pessoais, matrimonias e outros que nos induzam a abandonar a fé e a pureza de nossa vida espiritual (2 Co 11.3): “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”.
• O apelo de Paulo para o crente não se colocar sob um jugo desigual com o
• Numa sociedade, as circunstâncias levam-nos a comunicar-nos com os mais variados tipos de pessoas;
• Não devemos praticar, jamais, as obras dos ímpios e inimigos da fé;
• As ações do crente devem influenciar as pessoas de fora, não o contrário;
• A pureza moral e espiritual, no trato com os descrentes, objetiva evitar a contaminação da carne e do espírito (2 Co 7.1): “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus”;
• A expressão, envolvendo “carne e espírito”, não se refere a duas categorias de pecados, mas à contaminação da pessoa como um todo, física e espiritualmente (1 Ts 5.23): “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

RESUMO DA LIÇÃO 12

AS CONSEQUÊNCIAS DO JUGO DESIGUAL

I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A natureza do casamento.
2. Casamentos proibidos.

II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS
1. A constatação do erro.
2. As conseqüências do casamento misto.

III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO
1. O jugo desigual.
2. As conseqüências do jugo desigual.
3. Uma recomendação sempre atual.

INTERAÇÃO

Nesta lição estudaremos acerca do casamento misto.
Deus nunca aprovou a união dos israelitas com os cananeus.
Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor sobre o casamento misto, sofreu duras consequências.
Da mesma forma também não é da vontade de Deus o casamento entre o fiel e o infiel.
Como pode haver comunhão genuína entre o casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais?
Casamento é sinônimo de união, por isso, o casal deve viver e caminhar em amor.
Água e óleo se misturam?
Sabemos que se trata de substâncias heterogêneas, logo, não se misturam.
Estão no mesmo recipiente, mas um não cede ao outro.
Com os casamentos mistos, ocorre o mesmo processo, ou seja, não há unidade.
Como andarão juntos se não professam a mesma fé?
Qual educação religiosa prevalecerá em relação aos filhos?
Em que tipo de fé serão ensinados?
Sigamos a ordem do Senhor de não contrair matrimônio com os infiéis, para que tenhamos uma família abençoada por Ele.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

• Conscientizar se de que o casamento é uma instituição divina.
• Compreender que Deus não aprova o casamento misto.
• Entender que o jugo desigual acarreta pesadas consequências.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave

CASAMENTO:
União voluntária de um homem e uma mulher.

O que é o casamento?
Não é um mero contrato social nem um subproduto da cultura humana.
O casamento é uma instituição divina e, como tal, deve ser devidamente considerado, conforme recomenda-nos a Palavra de Deus: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Hb 13.4).
Nesta lição, por conseguinte, veremos como o cristão deve encarar o casamento.
Veremos, ainda, como as uniões mistas prejudicam o povo de Deus e por que o crente não se deve pôr num jugo desigual com os incrédulos.

I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. A natureza do casamento.
O casamento é uma instituição estabelecida por Deus como parte de sua criação.
Trata-se de uma aliança monogâmica e heterossexual, comprometendo um homem e uma única mulher (Gn 1.26,27; 2.18; 3.16).
De ambos, fez o Senhor uma só carne (Gn 2.24).
Logo, a união entre pessoas do mesmo sexo é abominação aos olhos de Deus (Lv 18.22).
O matrimônio é a base da sociedade e, segundo a ordenança bíblica, não pode ser dissolvido: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6b).
A única exceção para a dissolução de um casamento é aquela apontada por Cristo: “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]” (Mt 19.9 — ARA).

2. Casamentos proibidos.
Deus ordenou aos israelitas, após a saída do Egito, que não se misturassem às nações cananeias, pois estas eram idólatras e abomináveis aos seus olhos (Êx 33.2).
A ordem era clara e Israel não poderia ignorá-la, porque os casamentos mistos acabariam por quebrar a aliança divina, tornando o povo de Deus semelhante aos gentios (Dt 7.1-6).
Apesar de todas as advertências, Salomão não observou os preceitos divinos.
Ele uniu-se por casamento aos povos ímpios e pagãos, acerca dos quais o Senhor advertira a Israel que não fizesse aliança com eles.
Diz a Bíblia que o rei de Israel “andou em seguimento de Astarote, deusa dos sidônios, e em seguimento de Milcom, a abominação dos amonitas” (1 Rs 11.5).
Salomão desobedeceu a Deus e levou Israel à ruína.
Sob a influência de suas mulheres estrangeiras, construiu altares aos deuses estranhos, caindo assim no pecado da idolatria (1 Rs 11.6-8).
Cuidado com as uniões que desagradam a Deus.
Quem não leva em conta os mandamentos divinos sofrerá pesadas consequências.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os israelitas receberam a ordem divina de não se misturar com os cananeus.

II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS

1. A constatação do erro.
Neemias observou que os judeus, após a volta do cativeiro babilônico, estavam caindo no mesmo pecado de Salomão: “Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (Ne 13.23).
Os judeus sabiam muito bem que Deus era contra os casamentos mistos, pois estes, além de contrariar os seus mandamentos, sempre acabavam por trazer sérias consequências à nação (Ne 13.26).
A ordenança do Senhor era clara e não comportava nenhuma dúvida: “Não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós e depressa vos consumiria” (Dt 7.3,4).
No entanto, Israel não ouviu a Deus e frontalmente o desobedeceu, suscitando a ira divina contra todo o povo.
Como você, jovem, tem agido em relação ao casamento?
Tem levado em conta a vontade divina ou o seu próprio querer?

2. As consequências do casamento misto.
Por causa dos casamentos mistos, as famílias judaicas começavam a enfrentar um sério problema: a perda de todas as suas referências culturais e espirituais: “E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo” (Ne 13.24).
Como se vê, as mulheres asdoditas exerciam mais influência sobre os filhos dos judeus do que os seus próprios pais.
Se as crianças não falavam o hebraico, isto significava que não estavam sendo educadas no caminho de Deus (Lv 20.7), mas criadas como pagãs.
Você tem conduzido seus filhos no Evangelho?

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Por causa do casamento misto as famílias judaicas passaram a enfrentar problemas.

III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO

1. O jugo desigual.
A reação de Neemias contra os casamentos mistos fez-se pronta e energicamente (13.25).
Ao retornar a Jerusalém (13.6,7), adotou várias medidas saneadoras tanto na administração da cidade quanto no exercício do santo ministério.
Ele sabia que o povo jamais teria a bênção de Deus se continuasse a misturar-se com os idólatras.
Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual.
A família cristã tem de ser bem constituída.
Que os nossos jovens levem sempre em consideração o conselho de Paulo: “Casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (1 Co 7.39 — ARA).
O apóstolo adverte ainda: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Co 6.14,15).

2. As consequências do jugo desigual.
Há crentes que, embora dedicados ao serviço do Senhor, ignoraram a recomendação divina e vieram a contrair núpcias com pessoas que não compartilham a mesma fé.
E hoje sofrem pesadas consequências. Seus filhos, à semelhança das crianças israelitas do tempo de Neemias, não possuem quaisquer referências espirituais.
Além do mais, quando o descrente influencia o crente, este logo apostata da fé.
Que Deus nos livre do naufrágio espiritual!
Não estamos sugerindo que o crente se divorcie do cônjuge descrente, até porque a Palavra de Deus recomenda exatamente o contrário: “[...] Se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido” (1 Co 7.12,13 — ARA).
No entanto, insistimos: os que estão para se casar, observem a Palavra de Deus e não se ponham num jugo desigual com os incrédulos.

3. Uma recomendação sempre atual.
Que jamais venhamos a esquecer-nos do exemplo de Neemias.
Aconselhemos nossos jovens e os que estão para se casar, que procurem agir segundo a vontade de Deus.
E não se casem com os que não partilham a mesma fé. Basta um passo errado para que toda uma vida seja irremediavelmente prejudicada.
Nossas decisões não podem ser tomadas levianamente.
A exemplo de Neemias, oremos ao Senhor, pedindo-lhe venha abençoar e purificar o seu povo (Ne 13.29)!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os líderes devem orientar os jovens acerca das terríveis consequências de se contrair matrimônio com infiéis

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Deus instituiu o casamento para ser uma bênção.
No entanto, precisamos obedecer ao Senhor, para que as suas promessas cumpram-se em nossas vidas.
Não podemos esquecer os conselhos bíblicos quanto à vida conjugal.
Que a igreja esteja sempre atenta quanto à preservação dos valores familiares cristãos.
Invistamos no aconselhamento dos que estão para se casar e dos que já se casaram, para que nada venha prejudicar o nosso lar, e assim tenhamos condições de professar como Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

BENTHO, E. C. A Família no Antigo Testamento. História e Sociologia. 5.ed., RJ: CPAD, 2011.

Lição 11
O dia de adoração e serviço a Deus

11 de dezembro de 2011
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite”
(At 20.7 — ARA).

VERDADE PRÁTICA
O domingo, como dia de adoração e serviço, é o referencial mínimo que o crente deve consagrar ao Senhor.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite”
(At 20.7 — ARA).

Este pequeno versículo, texto áureo da nossa 11ª lição de 2011, nos dá a indicação e o caráter bíblico da adoração dominical. Não se trata de algo deliberadamente desenvolvido para substituir o sábado judaico, mas uma evolução natural especialmente das comunidades cristãs gentílicas, que se reuniam no dia do Senhor (domingo) para a adoração.
De acordo com o texto áureo: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7 — ARA), trata-se, portanto, de uma reunião formal no primeiro dia da semana (domingo), eles se reuniram para sua adoração regular e isso se deu no domingo.
Interessante observarmos que se trata de uma reunião com propósito, o que fica demonstrado pelo fato de que tiveram a cerimônia do partir do pão, isto é, da Santa Ceia do Senhor. Antes dessa ocasião, o apóstolo Paulo já havia escrito instruções sobre a celebração da Santa Ceia do Senhor (1 Co 11.17-34), o que compreendemos que esse mandamento do Senhor Jesus, a Santa Ceia, já havia sido estabelecida na igreja como parte de sua liturgia, sendo assim ao observarmos essa reunião no primeiro dia da semana, compreendemos que o domingo já havia tornado um dia importante na adoração cristã primitiva, sem dúvida alguma por causa da ressurreição de Jesus, o Messias.
Os crentes judeus, entretanto, continuavam observando o sábado como dia de descanso, provavelmente com o tempo, passaram a observar ambos os dias, ao passo que na totalidade dos crentes gentílicos, o domingo, ou seja, o primeiro dia da semana foi gradualmente se estabelecendo como o dia especial da adoração cristã.
Os cristãos ao longo do tempo tem se reunido aos domingos, não para guardá-lo como faziam os judeus em relação ao sábado, mas como o dia da vitória, da ressurreição de Jesus, dia de adoração.
Domingo literalmente significa “dia do Senhor”, a escolha do primeiro dia, domingo, para as reuniões de adoração cristã, não ocorreu por qualquer decreto ou imposição de concílio, pelo contrário, verificou-se gradualmente, na prática de todos os dias e no segundo século o costume de se reunir ao domingo, já estava bem firmada entre as comunidades cristãs primitivas.
Entre os documentos da igreja cristã primitiva, temos a indicação de Inácio, em sua epístola aos Magnésios 1.67, o costume de se reunirem os cristãos regularmente, para adorarem, em dia de domingo, estava firmemente estabelecido em toda parte.
A base bíblica para a adoração dominical podemos seguramente encontrar nos atos dos apóstolos e epístolas pastorais e universais, bem como no livro do Apocalipse
O nosso texto áureo em especial é o indicador claro disso: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7 — ARA), aqui está claro que os discípulos se reuniram no “primeiro dia da semana e partiram o pão” juntos.
Segundo os evangelhos, o Senhor Jesus Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mateus 28.1, Marcos 16.2, Lucas 24.1, João 20.1).
Oito dias mais tarde, o Senhor Jesus apareceu-lhes uma segunda vez (João 20.26). No fim de quarenta dias, a Bíblia afirma que Jesus subiu ao céu, enquanto observava os discípulos (Atos 1.9) e dez dias depois, no início da festa de Pentecostes, a Bíblia diz que os discípulos foram cheios do Espírito Santo, considerado o início da Igreja Cristã (Atos 2.1).
Em Colossenses 2.16 está escrito “Ninguém vos critique por causa de comida e bebida, ou espécie de luas novas ou de sábados”. E no livro de Apocalipse, considerado o último livro escrito pelos apóstolos, encontramos João dizendo que havia tido a visão no “dia do Senhor” – domingo (Ap 1.10).
É importante ressaltar que a Bíblia, o Novo Testamento, apresenta o domingo como dia de adoração cristã, mas também temos inúmeros documentos cristãos primitivos, que apontam para essa realidade bíblica e história. Vejamos alguns exemplos:

“Reúnam-se no dia do Senhor [= dominica dies = domingo] para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro” (Didaqué 14,1 – primeiro livro de doutrina cristã, escrito no século I, mais precisamente no ano 96 dC) (grifo nosso).

Inácio, Bispo de Antioquia (100 d.C.), também confirma a doutrina apostólica do domingo: “9. Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a fé e no qual perseveramos para ser discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre. Como podemos viver sem aquele que até os profetas, seus discípulos no espírito, esperavam como Mestre? Foi precisamente aquele que justamente esperavam, que ao chegar, os ressuscitou dos mortos. 10. Portanto, não sejamos insensíveis à sua bondade. Se ele nos imitasse na maneira como agimos, já não existiríamos. Contudo, tornando-nos seus discípulos, abraçamos a vida segundo o cristianismo. Quem é chamado com o nome diferente desse, não é de Deus. Jogai fora o mau fermento, velho e ácido, e transformai-vos no fermento novo, que é Jesus Cristo. Deixai-vos salgar por ele, a fim de que nenhum de vós se corrompa, pois é pelo odor que sereis julgados. É absurdo falar de Jesus Cristo e, ao mesmo tempo judaizar. Não foi o cristianismo que acreditou no judaísmo, e sim o judaísmo no cristianismo, pois nele se reuniu toda língua que acredita em Deus ” (Carta de Inácio de Antioquia aos Magnésios. 101 d.C.) (grifo nosso). Como se vê o discípulo pessoal de São Paulo confirma a doutrina que recebeu do Mestre, conforme este mesmo expôs aos Gálatas (Gl 1.3) e aos Colossenses (Cl 2.16-17).

Testemunho do século II sobre o domingo de Justino de Roma, o mártir (100-167 d.C.): “67. Depois dessa primeira iniciação, recordamos constantemente entre nós essas coisas e aqueles de nós que possuem alguma coisa socorrem todos os necessitados e sempre nos ajudamos mutuamente. Por tudo o que comemos, bendizemos sempre ao Criador de todas as coisas, por meio de seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo. No dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se lêem, enquanto o tempo o permite, as Memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos. Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como já dissemos, oferece-se pão, vinho e água, e o presidente, conforme suas forças, faz igualmente subir a Deus suas preces e ações de graças e todo o povo exclama, dizendo: ‘Amém’. Vem depois a distribuição e participação feita a cada um dos alimentos consagrados pela ação de graças e seu envio aos ausentes pelos diáconos. Os que possuem alguma coisa e queiram, cada um conforme sua livre vontade, dá o que bem lhe parece, e o que foi recolhido se entrega ao presidente. Ele o distribui a órfãos e viúvas, aos que por necessidade ou outra causa estão necessitados, aos que estão nas prisões, aos forasteiros de passagem, numa palavra, ele se torna o provedor de todos os que se encontram em necessidade. Celebramos essa reunião geral no dia do sol, porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, fez o mundo, e também o dia em que Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Com efeito, sabe-se que o crucificaram um dia antes do dia de Saturno e no dia seguinte ao de Saturno, que é o dia do Sol, ele apareceu a seus apóstolos e discípulos, e nos ensinou essas mesmas doutrinas que estamos expondo para vosso exame” (Justino de Roma 155 d.C, I Apologia cap 67) (grifo nosso). No tempo de Justino os cristãos eram ferozmente perseguidos e acusados das mais variadas calúnias. Justino que era responsável por uma escola de estudos bíblicos, escreve uma apologia (defesa) ao Imperador em favor dos cristãos. Por isso, ele ao se referir ao domingo utiliza a expressão “dia do sol”, pois era no primeiro dia da semana que os pagãos adoravam o sol. Podemos verificar aqui mais uma vez que a “Ceia do Senhor” não era uma mera reunião de confraternização, mas uma celebração de culto a Deus.

Testemunho de Tertuliano (160-220 d.C.), que escreveu muitas obras para as autoridades romanas em defesa dos cristãos perseguidos: “Outros, de novo, certamente com mais informação e maior veracidade, acreditam que o sol é nosso deus. Somos confundidos com os persas, talvez, embora não adoremos o astro do dia pintado numa peça de linho, tendo-o sempre em sua própria órbita. A idéia, não há dúvidas, originou-se de nosso conhecido costume de nos virarmos para o nascente em nossas preces. Mas, vós, muitos de vós, no propósito às vezes de adorar os corpos celestes moveis vossos lábios em direção ao oriente. Da mesma maneira, se dedicamos o dia do sol para nossas celebrações, é por uma razão muito diferente da dos adoradores do sol. Temos alguma semelhança convosco que dedicais o dia de Saturno (Sábado) para repouso e prazer, embora também estejais muito distantes dos costumes judeus, os quais certamente ignorais” (Tertuliano 197 d.C. Apologia part.IV cap. 16) (grifo nosso). Tertuliano como escreve para os pagãos, também se refere ao primeiro dia da semana como “o dia do sol”. Ele é testemunha que neste dia os cristãos não adoravam o sol, mas a Cristo.

Do terceiro século temos o testemunho de Hipólito de Roma (220 d.C.), que também confirma a Tradição Apostólica de celebrar o culto cristão no Domingo: “No domingo pela manhã, o bispo distribuirá a comunhão, se puder, a todo o povo com as próprias mãos, cabendo aos diáconos o partir do pão; os presbíteros também poderão parti-lo. Quando o diácono apresentar a comunhão ao presbítero, estenderá o vaso e o próprio presbítero o tomará e distribuirá ao povo pessoalmente. Nos outros dias, os fiéis receberão a comunhão de acordo com as ordens do bispo” (Hipólito de Roma 220 d.C – Tradição Apostólica parte III) (grifo nosso).

Dos primeiros sínodos da igreja cristã, também chamados de concílios regionais, o primeiro a tratar e aludir o assunto a respeito do domingo, como dia de adoração cristã oficial, foi o Concílio de Elvira, por volta do ano 300, que estabeleceu consequências e normas penais para os fiéis, que depois de três ausências à Igreja em dia de domingo receberiam. Seguiram-se outros decretos de concílios particulares.
Em 325 no I Concílio Ecumênico de Nicéia, a Igreja declara: “Nos dias do Senhor e de Pentecostes, todos devem orar de pé e não ajoelhados”.
“Doravante, com o intento de que todas as coisas sejam uniformemente observadas em todo lugar, como há pessoas que se ajoelham no Dia do Senhor e nos dias de Pentecostes, pareceu correto a este santo Sínodo que as preces sejam feitas a Deus, ficando todos de pé.” (Cânones do Concílio de Nicéia I, Cânon XX.).
No século VI (501-600), temos como um dos inúmeros testemunhos referentes à observância do domingo, a obra escrita por Martinho de Braga, com o intuito primário de salientar aos cristãos a condição de afastamento total que os mesmos deveriam deter junto a praticas e costumes pagãos, sendo uma forma pessoal de “Instrução Pastoral sobre Superstições Populares” para sua época, este escrito testemunha o costume cristão de observar o Domingo ao Bispo Polémio: “O dia do Senhor, que, por isso mesmo se chama domingo, dado que o Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, nele ressuscitou dos mortos, não o desrespeiteis, mas cultuai-o com reverência. Trabalho servil é cuidar do campo, do prado, da vinha, ao menos enquanto se trata de trabalho pesado, não o façais em dia de domingo, excetuando apenas o que respeita aos afazeres da cozinha para satisfazer as necessidades do corpo e a necessidade de uma longa viagem. No dia do Senhor é permitido ir a sítios próximos, mas não para ocasiões de pecado, antes de boas ações, como seja, ir a locais santos, visitar um irmão ou amigo, assistir um doente ou levar um bom conselho a um atribulado ou ajuda para boa causa. É assim, pois, que convém que o homem cristão venere o dia do Senhor. Na verdade seria por demais iníquo e vergonhoso que aqueles que são pagãos e ignoram a fé de Cristo, porque prestam culto aos ídolos dos demônios, cultuem o dia de Júpiter ou de qualquer outro demônio, e se abstenham de trabalhos quando é sabido que nunca os demônios criaram qualquer dia ou ele lhes pertence e nós, que adoramos o verdadeiro Deus e cremos que o Filho de Deus ressuscitou dos mortos, quanto ao dia da sua ressurreição, ou seja, o domingo, não o respeitássemos minimamente! Não façais, pois, injúria à ressurreição do Senhor, mas honrai-a e cultuai-a com reverência, pela esperança que temos relativamente a ela. Na verdade, assim como Ele, Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, que é a nossa cabeça, ao terceiro dia ressuscitou dos mortos na sua carne, assim também nós, que somos seus membros, esperamos vir a ressuscitar na nossa carne, no fim do mundo, a fim de cada qual receber ou o descanso eterno ou a pena eterna; consoante procedeu com o seu corpo neste século, assim receba.” (Da Correção dos Rústicos [De Correctione Rusticorum] , nº 18, S. Martinho de Braga +579.)
Veja abaixo como o costume detinha importância magnânima até na figura e função do Bispo quanto à liturgia, no fim do séc. II e no séc. VI. “No domingo pela manhã, o bispo distribuirá a comunhão, se puder, a todo o povo com as próprias mãos, cabendo aos diáconos o partir do pão; os presbíteros também poderão parti-lo.” (S. Hipólito de Roma +235: Tradição Apostólica, Cap. 3).
“Nós acreditamos que o domingo da ressurreição teve lugar no primeiro dia (da semana) e não no sétimo, como muitos pensam. É o dia da ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo que nós chamamos precisamente domingo, por causa da santa ressurreição. Foi o primeiro dia que viu a luz no começo do mundo, e foi o primeiro que mereceu contemplar o Senhor ressuscitando da tumba.” (História dos Francos (Historia Francorum; Liv. I, Cap. XXII, S. Gregório de Tours +594.).
Outro relato histórico importante para analisarmos como o domingo posteriormente foi adotado pelo Império Romano, encontra-se nos Extratos sobre Religião no famoso Código de Teodósio, que começaram a ser escritos depois do século VI.
“No Dia do Senhor – isto é, o primeiro dia da semana – durante o Natal e também na Epifania, Páscoa e Pentecostes, considerando que as vestes [brancas dos cristãos] simbolizarão a luz da limpeza celestial, testemunhando a nova luz do sagrado batismo, também no tempo de sofrimento dos apóstolos – exemplos para todos os cristãos – os prazeres oferecidos pelos teatros e jogos deverão estar indisponíveis ao público, em todas as cidades, e toda meditação dos cristãos e crentes deverão se ocupar com a adoração de Deus. E se alguém se afastar da adoração em virtude da louca impiedade dos judeus ou por erro do insano e tolo paganismo, este deverá ficar sabendo que existe uma hora para orar e outra para se divertir. E para que ninguém possa pensar que está obrigado a adorar nossa pessoa – como se tivesse grande necessidade de [cumprir] seu ofício imperial – ou tente dar sustentação aos jogos como desobediência da proibição religiosa [pagã], estará este ofendendo a nossa serenidade, demonstrando menos devoção para conosco; ninguém duvide que nossa clemência é reverenciada pela humanidade, no mais alto grau, quando a adoração de todo o mundo é prestada ao Deus todo-poderoso e todo-bondade”. Teodósio Augusto e César Valentiniano. (Imperador Teodósio, no chamado Código de Teodósio, XV, 5, 1).
Assim fica claro que os concílios e decretos imperiais a respeito do domingo, só vieram corroborar com o que efetivamente segundo a Bíblia, a tradição e os documentos cristãos já apresentavam na prática diária da igreja cristã, antes da existência deles.
Embora não dependemos da tradição ou mesmo dos documentos históricos para sustentar e fundamentar nossa fé, pois a Bíblia Sagrada é suficiente, no entanto, apresentamos alguns recortes históricos de que o domingo é de fato o dia de adoração cristã desde a igreja primitiva até hoje.

Portando compreendemos a iniciar o estudo dessa lição 11 que o Sábado foi ordenado como estatuto perpétuo dado pelo Senhor ao povo de Israel, trata-se de estatuto perpétuo para Israel, como é também o caso:
- da páscoa – estatuto perpétuo – Ex 12.14;
- de lavar as mãos e os pés – estatuto perpétuo – Ex 30.21;
- de celebrar as festas – estatuto perpétuo – Lv 23.21
- da circuncisão – estatuto perpétuo – Gn 17.13
Aos cristãos a lei já foi cumprida na pessoa do Messias, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nosso descanso, nosso sábado, por isso nos reunimos principalmente no domingo para adoração, pois é o dia da ressurreição, o dia do triunfo de Jesus, a vitória da luz sobre as trevas, dia de culto, dia de adoração.
Assim o domingo não tem o mesmo sentido do sábado dado aos judeus como estatuto perpétuo, pois Cristo é o nosso sábado, nosso descanso, Ele é o Senhor do Sábado, o domingo para os cristãos é o dia do Senhor, para adorá-lo na beleza de sua santidade, dia da vitória sobre a morte e assim faziam os nossos irmãos nos primeiros dias da Igreja cristã: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7 — ARA).

RESUMO DA LIÇÃO 11

O DIA DE ADORAÇÃO E SERVIÇO A DEUS

I. DEUS ORDENA A GUARDA DO SÁBADO
1. Uma ordenança divina para os israelitas.
2. Um sinal entre Deus e o seu povo.
3. O propósito divino da guarda do sábado.

II. O DESCUMPRIMENTO DA LEI MOSAICA NO TEMPO DE NEEMIAS
1. O desrespeito pela guarda do sábado.
2. A ganância dos mercadores.
3. Neemias proíbe o comércio no sábado.

III. A GUARDA DO SÁBADO EM O NOVO TESTAMENTO
1. A essência do dia de descanso.
2. Jesus e o dia de descanso.
3. O cristão deve guardar o sábado? Não!

INTERAÇÃO

Deus havia ordenado na lei de Moisés, que os israelitas guardassem o dia de sábado.
O propósito era que o povo tivesse um dia de descanso, a fim de adorar ao Senhor.
Todavia, por diversas vezes, eles não cumpriam esta ordenança divina.
No tempo de Neemias não foi diferente.
Bastou o servo de Deus se ausentar por um período de tempo para que o povo voltasse a não observar a guarda do sábado.
Neemias, num gesto de temor a Deus, mandou que os mercadores se ausentassem da cidade e parassem com o comércio.
Sabemos que a guarda do sábado era um sinal da aliança de Deus com Israel, porém, na Nova Aliança, a morte vicária de Jesus cumpre toda a lei.
Os cristãos ao longo do tempo tem se reunido aos domingos, não para guardá-lo como faziam os judeus em relação ao sábado, mas como o dia da vitória, da ressurreição de Jesus, dia de adoração.
O domingo para os cristãos é o dia do Senhor, para adorá-lo na beleza de sua santidade, dia da vitória sobre a morte.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Compreender que a guarda do sábado foi ordenada pelo Senhor.
• Conhecer os prejuízos do descumprimento do mandamento de Deus.
• Conscientizar-se de que a morte vicária de Jesus anulou as exigências cerimoniais da lei.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave

CONSAGRAÇÃO:
Do latim consecrationem. Dedicação amorosa e sacrifical ao serviço divino.

No Antigo Testamento, Deus ordenou aos israelitas que guardassem o sábado como dia de repouso e de adoração perpétuamente.
Os filhos de Israel, porém, ignorando o mandamento divino, quebrantavam constantemente o dia santo.
Haja vista o que aconteceu na época de Neemias.
Já egressos do exílio e já instalados em sua terra, os judeus continuaram a profanar o dia do Senhor.
Neemias, então, ordenou que ao pôr do sol da sexta-feira, quando tinha início o sábado, fossem as portas de Jerusalém devidamente fechadas para que ninguém vendesse ou comprasse.
Assim, o sábado não seria violado.
Na aula de hoje, veremos que não é o sábado, em si, que precisa ser observado, mas o princípio de se separar pelo menos um dia na semana para o descanso e adoração a Deus.

I. DEUS ORDENA A GUARDA DO SÁBADO

1. Uma ordenança divina para os israelitas.
“Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êx 31.13).
A observância do sábado era parte do concerto que Deus fizera com Israel e constituía-se num sinal de que este era um povo santo, separado das demais nações e que pertencia exclusivamente a Deus.
Nesse dia, os israelitas consagravam-se a servir e adorar ao Senhor.
A Igreja de Cristo também tem um dia no qual se dedica integralmente a Deus.
Trata-se do domingo, que é o primeiro dia da semana, pois neste o Senhor Jesus ressuscitou (Mc 16.2,9).
É um princípio que todos os crentes devem considerar seriamente.

2. Um sinal entre Deus e o seu povo.
Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “Deus ordenou a guarda do sábado como um sinal de sua aliança e do seu relacionamento com Israel” (Êx 31.12-17).
O sábado representava o selo da aliança mosaica (cf. Is 56.4,6).
Por conseguinte, quem o profanasse, pagaria com a própria vida: “Qualquer que no dia de sábado fizer obra, certamente morrerá” (Êx 31.15).

3. O propósito divino da guarda do sábado.
A guarda do sábado tinha como propósito proporcionar ao homem um dia de descanso, adoração e serviço ao Senhor.
O povo, reunido em assembleia solene, trazia-Lhe suas ofertas.
O sábado, pois, era um dia de regozijo e alegria na presença de Deus.
Os que amavam e obedeciam ao Senhor não tinham dificuldades em guardá-lo, pois a sua observância lembrava-os que Deus os havia libertado da escravidão do Egito (Dt 5.15).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A guarda do sábado era uma ordenança divina para os israelitas.

II. O DESCUMPRIMENTO DA LEI MOSAICA NO TEMPO DE NEEMIAS

1. O desrespeito pela guarda do sábado.
Neemias tinha consciência de que o povo quebrara os mandamentos do Senhor em diversas ocasiões.
Por conseguinte, todos deveriam saber que, cumprir a Lei, não era uma opção: era algo que o Senhor demandava dos israelitas.
Se estes, porém, violassem o mandamento, seriam punidos com toda a sorte de maldições descritas em Levítico 26.13-33.
Hoje, embora não precisemos observar o sábado, temos de levar em conta esse princípio e consagrar a Cristo pelo menos um dia na semana para adorá-lo, estudar a sua Palavra na Escola Dominical e cultuar a Deus em nossas reuniões.

2. A ganância dos mercadores.
Neemias protestou contra os negociantes que desrespeitavam o sábado (Ne 13.20,21).
Visando apenas os lucros, os tais pouco se importavam com o bem estar social e espiritual da nação.
Por isso, Neemias decidiu agir energicamente.
Ele não se calou diante do pecado; não podia compactuar com o erro.
Qual a nossa postura diante do pecado?
Condenamo-lo?
Ou mostra-nos lenientes com a transgressão?

3. Neemias proíbe o comércio no sábado.
Neemias ordenou que, na sexta-feira, ao pôr do sol, os portões da cidade fossem fechados e assim permanecessem até ao final do sábado.
Como os mercadores continuassem fora da cidade, Neemias deu-lhes um ultimato: “Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão sobre vós” (Ne 13.21).
Os comerciantes, atemorizados, foram embora.
Neemias, então, exortou os judeus e gentios de Jerusalém a que guardassem o sábado, a fim de evitar o juízo divino sobre a cidade.
E quanto a nós?
Temos separado um dia na semana para servir a Deus?
Ou estamos preocupados demais com o aumento de nosso patrimônio?

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias exorta o povo a guardar o Dia do Senhor.

III. A GUARDA DO SÁBADO EM O NOVO TESTAMENTO

1. A essência do dia de descanso.
É imprescindível que o ser humano tenha, ao menos, um dia de descanso semanal, a fim de conservar a sua saúde física, mental e espiritual. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “aqueles que desprezam o princípio do dia semanal de descanso provocam sua própria ruína”, pois somos o “templo do Espírito Santo” (cf. 1 Co 3.16,17; 6.19).
No entanto, há pessoas que, ansiosas quanto ao futuro, não separam um dia sequer para descansar.
E acabam, por isso, desenvolvendo doenças como hipertensão, enxaqueca e insônia.
Algumas chegam ao óbito prematuramente.
E o que dizer do crente que assim age?
Será que ele ainda não sabe que a comunhão dos santos traz vida e vigor tanto para a alma quanto para o corpo?
Leia atentamente o Salmo 133.

2. Jesus e o dia de descanso.
Certa vez, Jesus foi inquirido pelos fariseus quanto ao fato de os seus discípulos colherem espigas num dia de sábado.
Respondeu-lhes o Senhor que nenhuma lei estava sendo transgredida, pois semelhantemente agira Davi e seus homens quando premidos pela fome.
Além do mais, era Ele o Senhor do sábado (Mc 2.26-28).
Segundo Lawrence Richards, Jesus deixou-lhes bem claro que “somente Ele tem o direito de determinar o que é e o que não é desrespeitar o sábado”.
Cristo aproveitou a oportunidade para explicar aos fariseus, que o sábado fora criado por causa do homem e não o homem por causa do sábado (Mc 2.27).
Aliás, Ele sempre se posicionou contra o abuso dos fariseus a respeito da guarda do sábado.
Todavia, Ele nunca anulou o princípio de que o homem precisa de um dia de descanso.
Como você tem tratado o seu corpo?
Tem reservado um dia para repousar e servir a Deus?

3. O cristão deve guardar o sábado? Não!
O sábado judaico não é mais obrigatório para os crentes, pois já não estamos sob o jugo da Lei (Rm 6.14).
Com a morte expiatória de Jesus, as exigências cerimoniais da legislação mosaica foram completamente canceladas, pois todas foram plenamente cumpridas em Cristo e por Cristo (Cl 2.14,16).
Então, por que guardamos o domingo?
Como Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, isto é, num domingo (Mt 28.1), a Igreja Primitiva passou a reunir-se nesse dia para adorar e servir a Deus (At 20.7; 1 Co 16.2).
Por isso, nós cristãos celebramos o domingo como dia de descanso, adoração e comunhão maior com o Senhor e com o seu povo.
O que não podemos deixar de ter é, pelo menos, um dia para estarmos com o Senhor, em sua casa, adorando-o em espírito e em verdade.

4.- A questão da guarda do sábado
Os irmãos de origem gentil sabatistas afirmam que a guarda do sábado está na lei e que por isso deve ser observado de geração em geração porque é um dos preceitos da Lei de Deus, que segundo eles é a mesma lei moral.
Assim classificam a Lei de Lei Moral e Lei Cerimonial.
Os Dez Mandamentos são a lei Moral, chamada por eles de Lei de Deus e a Lei Cerimonial, chamada por eles de Lei de Moisés.

REFUTAÇÃO: Esse arranjo é uma invenção Igreja Adventista do Sétimo Dia e que não pode ser confirmada pela Bíblia.
A Bíblia afirma que existe só uma lei.
Os judeus interpretam assim: um só Deus, um só legislador, uma só lei.
O que existe na verdade, são preceitos morais, preceitos cerimoniais e preceitos civis.
É chamada de Lei de Deus, por que teve sua origem em Deus.
É chamada de Lei de Moisés, por que Moisés foi escolhido por Deus para promulgá-la.
No entanto, não se trata de duas leis.
Os preceitos, tanto dos Dez Mandamentos como os fora dele, são chamados alternadamente de Lei de Deus ou do Senhor e Lei de Moisés: “E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (segundo o que está escrito na lei do Senhor…)” Lucas 2.22-23.
Não são duas ou três leis, mas uma só lei apresentada por esses nomes (Neemias 8.1,2,8,18).
Sobre os preceitos morais e éticos, os dois maiores mandamentos são: amar a Deus acima de todas as coisas e “o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.29-31); entretanto, não constam no Decálogo, é uma combinação de Deuteronômio 6.4-5 com Levítico 19.18.
Por outro lado encontramos no Decálogo o quarto mandamento, que não é preceito moral.
Jesus disse que o sacerdote podia violar os sábados e ficar sem culpa: “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?” (Mt 12.5).
A guarda do sábado é um concerto perpétuo para Israel (Ex 31.14-17; Lv 23.31-32; Ez 20.12-13,20), pois, se fossemos obrigados a guardar o sábado por ser denominado um concerto perpétuo, então somos também obrigados a guardar:
- a páscoa – estatuto perpétuo – Ex 12.14;
- lavar as mãos e os pés – estatuto perpétuo – Ex 30.21;
- celebrar as festas – estatuto perpétuo – Lv 23.21
- circuncisão – estatuto perpétuo – Gn 17.13
No entanto a grande maioria dos sabatistas admitem que estas coisas foram parte do concerto perpétuo para Israel.
A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo concerto: “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas” – Hb 8.6.
A Palavra profética previa a chegada de um Novo Concerto (Jr 31.31-33) “Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá…” Esse “novo concerto” é mencionado pelo escritor aos Hebreus 8.8-12.
Aos judeus convertidos a Jesus que quiserem guardar o sábado por convicção religiosa pessoal não está desviado por isso, pois o apóstolo Paulo orienta: “Um faz diferença entre dia e dia; outra julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz, e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus” (Rm 14.1-6);
Já em relação aos gentios o apóstolo Paulo deixou claro que tais práticas são um retrocesso espiritual: “Guardais dias, e meses e tempos, e anos. Receio de vós que haja trabalhado em vão para convosco” (Gl 4.10-11).
Sobre as festas judaicas: anuais, mensais ou lua nova e semanais (1Cr 23.31; 2 Cr 2.4;8.13;31.3; Ezequiel 45.17.
O apóstolo Paulo diz: “Por tanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” Cl 2.16,17.
O sábado ceremonial ou anual já está incluído na expressão “dias de festas”, que são as festas anuais; “lua nova”, mensais e “dos sábados”, festa semanal.
O texto fala de um objeto projetando sombra, ou seja, a realidade espiritual na fé cristã é Cristo e não o sábado.
Essas figuras das coisas futuras se cumpriram em Jesús.
Por isso que Jesús afirmou ser Senhor do sábado (Mc 2.28).

5.- Resumo sobre a questão do sábado
Os irmãos de origem gentil sabatistas dizem que a Lei de Deus é a Lei Moral e classificam a Lei como Lei Moral e Lei Cerimonial, chamada por eles de Lei de Moisés.

A Bíblia diz que só existe uma lei; Um só Deus, Um só Legislador, uma só Lei.
- A lei é chamada de vários nomes: (Lc 2.22,23; Neemias 8.1,2,8,18);
- Os dois maiores mandamentos são morais (Mc 12.29,31), e não aparecem no Decálogo trata-se da combinação de Dt. 4.5 com Lv 19.18.
- Hb 8.6 – melhores promessas;
- Novo Concerto – Jr. 31.31-33
- Gl 4.10-11
- Festas judaicas: anuais, mensais ou lua nova e semanais – 1 Cr 23.31; 2 Cr 2.4;8.13;31.3; Ezequiel 45.17. – Cl 2.16,17.

6.- Constantino autor do domingo?
- Mutações de doutrinas são uma das características distintivas de grupos religiosos espúrios, o que era matéria de fé tempos atrás hoje já não e mais.
- Essa teoria de que o Imperador Constantino foi o autor do domingo, por muito tempo foi defendida e propagada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia e de outros grupos dissidentes ou não, alguns que ainda estão desatualizados papagueiam essa aberração histórica.
- Foi assim com a doutrina do santuário, com o cálculo da volta de Cristo que demonstrou ser um verdadeiro anacronismo e mais recentemente devido às pesquisas históricas do historiador adventista Samuele Bacchiocchi, muitas crenças sobre a lei e a mudança da guarda dominical tem sido abandonadas.
- Por exemplo, foi crido por anos entre os adventistas e ensinado por sua “profetisa inspirada”, que originalmente o Papa havia começado a adoração no domingo, depois ela achou que não foi bem assim e disse que o Imperador Constantino introduziu a “adoração” no domingo em 325 d.C.
- Hoje porem, os adventistas culpam o imperador Adriano (135 d.C) e não mais o Papa ou Constantino!
- O pior de tudo é que essas contradições são apresentadas como o conhecidíssimo chavão: “verdade presente”, uma variante da expressão “lampejos de luz”, usada pelas Testemunhas de Jeová com o fito de dissimular suas vergonhosas incoerências doutrinarias!
- O historiador adventista Samuele Bacchiocchi, escreveu em uma mensagem de E-mail à “lista de clientes” católica Grátis catholic@american.edu no dia 8 de fevereiro de1997 dizendo: “eu difiro de Ellen White, por exemplo, na origem do domingo. Ela ensinava que nos primeiros séculos todos os cristãos observaram o Sábado e era em grande parte pelos esforços de Constantino que a guarda do domingo foi adotado por muitos cristãos no quarto século. Minha pesquisa mostra ao contrário. Se você lesse minha composição “Como a Guarda do Domingo Começou?” que resume minha dissertação, você notará que eu coloco a origem da Guarda do domingo até a época do Imperador Adriano, em 135 D.C.”
- Assim nem mesmo a Igreja Adventista que inventou a tese de que Constantino ou o Papa mudaram a observação do sábado para o domingo, a defende mais, agora preferem dizer que quem inventou o domingo foi o imperador Adriano 135 d.C.
- Em outras palavras, o historiador corrigiu os escritos inspirados de sua profetisa Ellen Gould White.
- No entanto, é claro que esta suposição não tem respaldo histórico, haja vista existiram documentos que comprovam que o domingo já era prática cristã aceita bem antes de 135 D.C., além de o nosso próprio texto áureo demonstrar isso: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7 — ARA).

7.- O Domingo é pagão porque seu equivalente em inglês é Sunday – dia do sol.
- Esta é outra fraquezinha dos irmãos de origem gentílica sabatistas, pois, se domingo é pagão porque sua forma em inglês é Sunday, dia do sol, então o sábado também seria pagão porque sua forma em inglês é Saturday, dia de saturno.
- Nós cristãos não temos problema com o sábado, sabemos que ele é estatuo perpétuo para os judeus, mas para nós de origem gentílica que aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, Ele é o Senhor do Sábado (Mc 2.28, Jo 20.19; 20.26; Atos 20.7; 1 Co 16.2), portanto nosso descanso eterno.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A morte vicária de Jesus Cristo aboliu as exigências cerimoniais da legislação mosaica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O domingo, como o primeiro dia da semana, foi o dia instituído pela Igreja Primitiva para sua principal reunião: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7 — ARA).
Assim, devemos nós continuar celebrando-o como dia de descanso e adoração.
Embora não tenhamos obrigação de guardar o sábado judaico, precisamos valorizar o descanso semanal, para que possamos adorar ao Senhor e mantermo-nos saudáveis, física, mental e espiritualmente.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SOARES, Esequias. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.
RHODES, R. O Cristianismo Segundo a Bíblia. A religião cultural e a verdade bíblica. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
RINALDI e ROMERO, Natanel, Paulo – Desmascarando as Seitas – CPAD.
SÉRIE APOLOGÉTICA – ICP.
A BÍBLIA APOLOGÉTICA Nova Edição Ampliada do ICP.

DOMINGO DIA DA VITÓRIA, DIA DA RESSURREIÇÃO, DIA DE COMUNHÃO, DIA DE CELEBRAÇÃO DA VIDA, POIS ELE ESTÁ VIVO

Lição 10
O Exercício Ministerial na
Casa do Senhor
04 de dezembro de 2011
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles, seja encontrado fiel” (1 Co 4.2 – ARA).

VERDADE PRÁTICA

O verdadeiro líder age com sabedoria e prudência, porque sabe que a sua autoridade procede do soberano e único Deus.
COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles, seja encontrado fiel” (1 Co 4.2 – ARA).

O verdadeiro despenseiro das coisas de Deus não possuí mensagem própria e seu ministério de despenseiro depende integralmente de sua fidelidade ao Senhor. O verdadeiro despenseiro não trabalha objetivando os seus próprios interesses, mas aos fielmente aos interesses do seu Senhor.

“Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles, seja encontrado fiel” (1 Co 4.2 – ARA) – ou seja, aquilo que se deve esperar dos despenseiros, pelo fato deles serem representantes de outros, a primazia é a fidelidade. Se essa virtude, a da fidelidade, faltar na vida do despenseiro, as demais ficam comprometidas.
Não importa se o despenseiro é um grande intelectual ou filósofo, ou cientista, ou teólogo, se porventura utilizar o dinheiro da casa de seu Senhor de maneira desonesta ou negligente, comprometerá totalmente o seu Senhor.
Um verdadeiro despenseiro cristão dever ter várias virtudes, principalmente a fidelidade.

RESUMO DA LIÇÃO 10

O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR

I. A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO
1. O sacerdote aparentado com o ímpio.
2. Privilégios abusivos (Ne 13.5).

II. A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS
1. A firmeza de um líder.
2. A resposta do povo.
3.- O procedimento do líder cristão.

III. HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO.
1. A razão da necessidade dos recursos financeiros na igreja.
2. A procedência dos recursos da igreja.
3. Zelo pelos recursos da igreja.
INTERAÇÃO

Você terá a oportunidade de conscientizar os seus alunos de que devemos agir com temor e tremor, em especial quando estamos tratando da obra do Senhor e da administração da sua Casa.
Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitas já perderam o temor e a reverência ao Todo-Poderoso.
Esses acabam por macular e prejudicam o Corpo de Cristo.
Enfatize o fato de que nosso serviço para Deus deve ser feito com muito amor, alegria, temor e santidade.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Conscientizar-se de que o líder deve ser comprometido com o Reino de Deus.
• Saber que os recursos financeiros na Casa de Deus devem ser administrados com transparência e fidelidade.
• Compreender que as ofertas e dízimos são importantes para a expansão do Evangelho.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Sugerimos que você utilize o quadro da lição – (página 73 da Lição de Jovens e Adultos), para mostrar aos alunos que os dízimos e as ofertas fazem parte do plano de Deus para o sustento financeiro da Sua obra na terra.
Dízimo é simplesmente devolver ao Senhor o que Ele nos deu.
Malaquias 3.6-12 apresenta o dízimo como uma ordem e traz uma promessa para os que a obedecem.
Tanto no Antigo como em o Novo Testamento o povo é convocado a dizimar.

INTRODUÇÃO

Palavra Chave

MINISTRO:
(Do Latim – ministrum), servidor, servo.
O Espírito Santo trabalha em nosso caráter cotidianamente (Gl 5.22);
Muitos resistem a voz do Espírito Santo e agem como aqueles líderes israelitas rebeldes, que apesar de participarem do avivamento de Jerusalém, não reverenciaram a Deus e sua casa;
Abusaram de suas prerrogativas, e acolheram a Tobias, o amonita, que fez do Templo, sua moradia (Ne 13.5);
Deus não deixa escarnecer, por isso devemos agir com temor e tremor em relação as coisas divinas;

I. A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO
1. O sacerdote aparentado com o ímpio.
Após o grande avivamento, coisas estranhas aconteceram no Templo;
Eliasibe, o sumo sacerdote (Ne 13.28), ignorando as demandas da lei divina, começou a agir permissivamente em relação à administração da Casa de Deus;
Eliasibe, se aparentou com a família de Tobias (Ne 13.4);
Não devemos nos associar com o mundo, quando isso acontece descartamos a ética cristã como algo de extrema importância em nossa vida;
Assim, o cristão perde sua propriedade de luz do mundo e sal da terra.

2. Privilégios abusivos (Ne 13.5).
Eliasibe, usando sua influência de maneira profana, veio a beneficiar, justamente o aqui-inimigo do povo de Deus;
Alojou Tobias nas dependências do Santo Templo, onde eram guardados os dízimos, as ofertas de manjares, o incenso e os utensílios do culto divino;
O que leva um homem de Deus a agir dessa forma?
Devemos de cuidado e vigilância, pois o líder deve ser o exemplo dos fies (1 Tm 4.12);
Paulo deixa bem claro ao jovem obreiro, que o homem de Deus deve ser, em todas as coisas, incorruptível.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Eliasibe, o Sumo Sacerdote passou agir com permissividade na administração da Casa de Deus.

II. A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS

1. A firmeza de um líder.
Quando Neemias retornou em Jerusalém e compreendeu “o mal que Eliasibe fizera (ao povo de deus) para beneficiar a Tobias” (13.7), reagiu àquela situação com zelo e corage3m;
Fazendo uso de sua autoridade, lançou “todos os móveis de Tobias foram da câmara” do Templo (Ne 13.7-8);
Não fez o mesmo Jesus com os vendilhões e cambistas que haviam transformado a Casa de Deus num covil de ladrões

2. A resposta do povo.
Essa medida ousada e enérgica de Neemias fez que o povo recobrasse o ânimo e voltasse a contribuir com mais amor e liberalidade (Ne 13.12);
O povo de Deus espera que os seus líderes sejam realmente íntegros, transparentes e comprometidos com os negócios do Reino.

3. O procedimento do líder cristão.
O que nos ensina Neemias?
Em primeiro lugar, que amemos a Deus e sejamos zelosos por suas coisas;
Agindo assim jamais toleraremos a corrupção e a desonestidade em nosso meio, pois fomos chamados por deus para ser a luz do mundo e o sal da terra;
Que todos nos reconheçam, pois, por nossa elevada ética e pela irrepreensibilidade de nossa postura;
Menos do que isso é inaceitável;
À semelhança de Neemias, jamais abusemos da autoridade que nos confiou o Senhor Jesus, mas ajamos com toda sabedoria e prudência (Rm 12.8; 1 Pe 5.1-4).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias retornou a Jerusalém e ficou indignado com o mal que a péssima administração de Eliasibe fizera ao povo de Deus.

III. HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO

1. A razão da necessidade dos recursos financeiros na igreja.
“Do Senhor é a terra e a sua plenitude, bem como o mundo e todos os seus habitantes” (Sl 24.1);
Mas não podemos ignorar que a expansão de seu Reino demanda investimentos humanos e materiais;
Ou seja, na expansão do Evangelho até aos confins da Terra, precisamos de recursos financeiros;
O próprio Jesus e os apóstolos deles necessitaram;
Todavia, não podemos nos esquecer que, na administração de tais recursos, temos de agir com total fidelidade e transparência (Tt 1.7);

2. A procedência dos recursos da igreja.
Nossos recursos financeiros não são provenientes do Estado nem de organismos internacionais;
Eles provêm dos dízimos e ofertas dos crentes;
Todavia, a ética cristã não é ferida se fundações e centros sociais pertencentes à igreja, e que beneficiam toda a comunidade, receberam dotações do poder público;
Isso está previsto em lei;
Nesse caso, redobremos nossa vigilância e cuidado, para que nenhum escândalo venha manchar o nosso bom nome;
Apesar dos recursos extras, não deve a igreja local abster-se de usar os próprios meios na evangelização, na obra missionária e no cuidado com os mais necessitados (Tg 1.27);

3. Zelo pelos recursos da igreja.
As finanças da igreja local devem ser empregadas com fidelidade, sabedoria e transparência na expansão do Reino de Deus e no socorro aos mais necessitados;
Tornando o exemplo de Neemias, administremos os bens que os santos consagram a Deus com lisura e temor (Pv 1.7);
Menos do que isso, repito, e inaceitável.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A igreja e sua obra são sustentadas pelas ofertas e dízimos dos fiéis.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Se não estivermos comprometidos com a Palavra de Deus. Nossa administração será reprovada por Deus e pelos homens;
Entre as coisas que mais contribuem para a queda do obreiro (além da sensualidade, da soberba e do poder) está o amor ao dinheiro (1 Tm 6.10);
Tomemos, pois, o exemplo de Neemias;
Ajamos com fidelidade e sabedoria em todas as coisas;
É o nome de Cristo será exaltado em nossa vida.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ANDRADE, C. As Disciplinas da vida cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.
LIMA, Elianldo Renovato de. Ética Cristã. Confrontando as questões morais do nosso tempo. 1. Ed. RJ. CPAD. 2002.
VASCONCELOS, José. Guia Básico do Obreiro. 1. Ed. RJ, CPAD, 2002.

Lição 09
A Organização do Serviço Religioso

27 de novembro de 2011
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe” (Ne 12.43).

VERDADE PRÁTICA

Nosso serviço em prol do Reino de Deus somente terá validade se o dedicarmos ao Senhor em adoração e louvor.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe” (Ne 12.43).

“Adorar a Deus significa Reservar tanto o sentido como a própria verbalização do verbo adorar somente ao Pai Celestial.
Entender que nenhum dicionarista do mundo em tempo algum poderia expressar em palavras o quanto o Senhor deve ser estimado, venerado e amado, e que adorar é a maior expressão de nossa língua, onde podemos encerrar sentimentos de amor vivo, puro e incondicional por um ser. Deus está acima de todos os seres que conhecemos. Portanto, utilizemos esse verbo exclusivamente para o Senhor.
Adorar supera amar. Amamos por decisão quem conhecemos, quem um dia vai nos deixar, quem um dia deixaremos. Todavia, adorar só cabe, através da fé, a quem nunca vimos, a quem nunca vai nos deixar, a quem nunca pretendemos deixar. Somente com Deus isso é possível, porque Deus:
   •    Promete estar conosco todos os dias (Mt 28.20);
   •    É o Criador de tudo (Ap 14.7; Sl 19.1);
   •    É soberano (Sl 95.1-13);
   •    É Santo (Sl 29.2);
   •    É provedor da nossa salvação (Gn 22.8);
   •    É Pai amoroso (Jo 3.16);
   •    É Justo Juiz (Jz 11.27; Sl 75.7);
   •    É Fiel (1 Co 1.9; 10.13);
   •    É Digno (Ap 4.11)”.
(COELHO, N. D. Manual do Líder de Louvor. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.134-5).

RESUMO DA LIÇÃO 09
 
A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO

I. OS SACERDOTES QUE VIERAM PARA JERUSALÉM
1. Os que vieram com Zorobabel.
2. O Ministério Sacerdotal.
3. O ministério dos levitas.

II. A DEDICAÇÃO DOS MUROS
1. A participação dos levitas.
2. A participação dos cantores.
3.- A purificação dos sacerdotes e do povo.

III. CELEBRANDO A DEUS PELA VITÓRIA
1. A festa de dedicação.
2. Uma liturgia santa.
3. Os sacrifícios (v.43).

INTERAÇÃO
 
Os descendentes da tribo de Levi eram os responsáveis pela adoração a Deus e, por este motivo, suas vidas deveriam ser ilibadas.
Hoje não pode ser diferente: homens e mulheres que servem na Casa do Senhor devem manter suas vidas ilibadas, suas ações devem ser dirigidas pela Palavra de Deus.
Tomemos, pois, o exemplo de Neemias e Esdras, homens que serviam e cultuavam a Deus reverentemente.
O Culto ao Senhor precisa ser organizado e santo, não se pode fazer dele um espetáculo, cujos líderes ou dirigentes se portem como “animadores de auditório”.
 
OBJETIVOS
 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que os obreiros da Casa do Senhor devem ser santos e irrepreensíveis.
Saber que o culto divino deve ser conduzido com reverência.
Compreender que Deus não mais aceita sacrifícios de animais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
 
Sugerimos que você utilize o quadro abaixo para ajudar os alunos a conhecer e compreender as funções dos obreiros da Casa do Senhor no Antigo Testamento.
Ressalte que todo aquele que deseja servir na Casa de Deus precisa ter uma vida santa e obedecer as Sagradas Escrituras.

 
COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
ORGANIZAÇÃO:
Ordenação das partes de um todo; arrumação.

Na lição de hoje, veremos que Neemias não somente restaurou os muros e as portas de Jerusalém, como restabeleceu o ministério levítico.
Assim, puderam os sacerdotes reiniciar suas atividades na festa de dedicação dos muros.
A celebração foi marcada pela alegria, louvor e cânticos em ações de graças ao Senhor (Ne 12.24,27).
Em sua infinita misericórdia, Deus transformou em regozijo o lamento de seu povo.

I. OS SACERDOTES QUE VIERAM PARA JERUSALÉM COM ZOROBABEL
 
1. Os que vieram com Zorobabel. 
O capítulo 12 do livro de Neemias tem início com uma relação dos sacerdotes que vieram a Jerusalém juntamente com Zorobabel.
Como se sabe, foi esse abnegado servo de Deus quem liderou o primeiro grupo de exilados judeus que, autorizados por Ciro, o Grande, deixou a Babilônia rumo à Cidade Santa.
Zorobabel incentivou a reconstrução do Templo e restabeleceu a adoração a Deus. Sem tais ações, a restauração de Jerusalém seria impossível.
Observe: só foram admitidos como ministros do altar os que puderam comprovar a sua ascendência levítica.
Isso nos ensina que o ministério cristão deve ser exercido por aqueles que realmente foram chamados por Deus.

2. O ministério sacerdotal. 
Descendentes de Levi, tinham os sacerdotes como missão representar o povo diante de Deus.
Deveriam eles, portanto, ser santos e irrepreensíveis diante de Deus e dos homens (Lv 21.16-21).
Todo sacerdote era levita, mas nem todo levita era sacerdote.
Várias eram as suas funções: tornar possível a mediação entre o povo e Deus, fazer a expiação pelos pecados da nação, ensinar a Lei de Deus, queimar incenso e cuidar do castiçal e da mesa dos pães da proposição (Lv 10.11; Ez 44.23).
Como está o nosso serviço cristão? Temos zelado por nossa chamada?

3. O ministério dos levitas. 
Somente os levitas estavam autorizados por Deus a trabalhar no Tabernáculo.
Eles tinham como função primordial ensinar a Palavra de Deus e como se deve adorá-lo (Dt 33.10).
Exímios músicos que eram, eles requeriam que o seu ministério fosse plenamente restaurado, a fim de participarem do culto de dedicação dos muros de Jerusalém.
Consciente dessa urgência, Neemias restabeleceu-os de imediato em suas várias funções.
Senhor, ajuda-nos a ser mais zelosos para com as coisas que nos confiaste.
 

 
SINOPSE DO TÓPICO (I)

Eram os descendentes de Levi os responsáveis pelos cultos de adoração a Deus. Somente os levitas estavam autorizados pelo Senhor a servir no Tabernáculo.

 

II. A DEDICAÇÃO DOS MUROS
 
1. A participação dos levitas. 
“E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas” (Ne 12.27).
Era imprescindível a presença dos levitas na realização dos sacrifícios e na condução do culto ao Senhor. Afinal, eles eram os responsáveis pela adoração divina.
O que aprendemos nesse ponto? Os obreiros têm hoje uma grande responsabilidade diante de Deus: levar o povo a adorá-lo na beleza de sua santidade.

2. A participação dos cantores. 
“E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias de Netofa, como também da casa de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém” (Ne 12.28,29).
Na dedicação dos muros de Jerusalém, fazia-se obrigatória a apresentação de cânticos de adoração e louvor a Deus.
Por isso, Neemias reuniu os 148 cantores que descendiam de Asafe (Ne 7.44) e mais 245 que procediam de outras famílias levíticas (Ne 7.67), para que bendissessem ao Senhor.
Que importância damos à verdadeira música sacra no culto divino?
Que as nossas orquestras e corais sejam assíduos na adoração a Deus.

3. A purificação dos sacerdotes e do povo. 
“E purificaram-se os sacerdotes e os levitas” (Ne 12.30).
Como os filhos de Levi estavam à frente das solenidades da dedicação dos muros de Jerusalém, requeria-se fossem eles um exemplo de pureza e santidade.
Caso contrário, como poderiam eles purificar o povo?
Mas, como agiam fielmente, os levitas purificaram os demais judeus para que ninguém ficasse de fora daquela ocasião tão especial (Ne 12.30b).
Que ninguém se esqueça da ordenação divina: “Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, SENHOR, para todo o sempre” (Sl 93.5 — ARA).
De que valem as circunstâncias e pompas do culto se os adoradores acham-se distantes de Deus e comprometidos com o mundo?
Não agia assim o Israel do Antigo Testamento?
Ouçamos o que diz o Senhor por intermédio de Isaías: “[...] Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13 — ARA).
É urgente, pois, que adoremos a Deus não apenas com os lábios, mas principalmente com o coração.
É também chegado o momento de se ensinar aos crentes o valor e a atualidade da doutrina da santificação; sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
É da vontade de Deus, pois, que todos os seus adoradores sejam santos (1 Ts 4.3).
 

 
SINOPSE DO TÓPICO (II)

Os levitas foram responsáveis pela solenidade da dedicação dos muros de Jerusalém.

 
III. CELEBRANDO A DEUS PELA VITÓRIA
 
1. A festa de dedicação. 
Neemias organizou cuidadosamente o cerimonial da festa de dedicação dos muros de Jerusalém que, tendo em vista as provações a que os judeus haviam sido submetidos, revestia-se de especial importância e significado.
Era preciso, pois, que o acontecimento fosse marcado por uma sincera e profunda devoção ao Senhor.
Neemias, então, determinou que fossem organizados dois grandes cortejos, dos quais participariam os levitas, os cantores e os príncipes de Judá (Ne 12.27-43).
Um cortejo foi liderado por Esdras; o outro, por Neemias.
Os grupos, embora caminhassem em direções opostas, encontrar-se-iam no Santo Templo.
Ali, finalmente, foi realizado o grande culto em ação de graças a Deus. Como estamos adorando a Deus? Damos-lhe a devida honra?

2. Uma liturgia santa. 
Neemias teve o cuidado de elaborar uma liturgia ordeira e santa, pois a Palavra de Deus ensina-nos que o culto deve ser conduzido reverentemente.
O salmista adverte-nos: “Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra” (Sl 96.9).
Você tem cultuado a Deus da forma que Ele requer e merece?
Não podemos nos achegar à presença do Senhor de qualquer maneira.
Ele é santo e exige santidade do seu povo.
Não podemos transformar o culto divino num espetáculo deprimente.

3. Os sacrifícios (v.43). 
Naquele dia, foram oferecidos muitos sacrifícios a Deus. Os israelitas reconheceram os benefícios do Senhor e demonstraram o desejo de adorá-lo em santidade e pureza.
Na Nova Aliança, não precisamos mais oferecer sacrifícios de animais ao Senhor.
Todavia, devemos apresentar-nos a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável que é o nosso culto racional (Rm 12.1).
Dediquemos-lhe, pois, incondicionalmente nossa vida por tudo que Ele é e tem feito por nós.
 

 
SINOPSE DO TÓPICO (III)

O povo de Israel adorou e bendisse o nome do Senhor na festa de dedicação dos muros.
 

 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
Ensina-nos a vida de Neemias que devemos ser gratos a Deus por todas as bênçãos que dEle temos recebido.
Assim como fez Neemias, cultuemos ao Senhor reverentemente.
O culto e a adoração a Deus não podem ser feitos de qualquer maneira.
Que o nosso culto, por conseguinte, seja dirigido com decência e ordem (1 Co 14.40).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
 
COELHO, N. D. Manual do Líder de Louvor. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.
MAIA, M. K. O Caminho do Adorador. 1.ed., RJ: CPAD, 2006.

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